VP Mundial da Cisco inocenta Pedro Ripper
Postado por: Marco Filippetti em Cisco Gate -
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Do plantão Info online (http://info.abril.com.br/aberto/infonews/112007/01112007-12.shl)
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SÃO PAULO – A Cisco afirmou hoje que o presidente da subsidiária brasileira, Pedro Ripper, não está envolvido nas supostas fraudes apontadas pela operação Persona.
De acordo com Howard Charney, vice-presidente mundial da Cisco Inc., uma investigação interna mostra que o executivo não tinha como saber das importações ilegais que a Mude, principal distribuidora da empresa no Brasil, fazia.
“Pedro Ripper foi preso porque ele é o cabeça das operações da Cisco no Brasil. Mas as nossas informações internas indicam que ele não tem nada a ver com as acusações que estão sendo feitas”, diz Charney. O executivo garantiu que ele continuará a comandar a empresa no país.
Além de Ripper, O VP da Cisco também inocentou Daniela Ruiz, diretora de vendas regionais, e Marcos Sena, diretor de canais da Cisco. Os dois foram liberados da prisão junto com Pedro Ripper.
Já Carlos Carnevali, vice-presidente da Cisco e fundador da empresa no país, parece não contar mais com o apoio da companhia. “Não queremos ser injustos, nem pré julgá-lo. Mas as alegações são muito sérias”, afirma Charney.
Carnevali estaria por trás da distribuidora Mude, envolvida no caso das importações fraudulentas. Estima-se que o volume total sonegado pelo esquema possa somar 1,5 bilhão de reais, incluindo multas e juros.
Carnevali é o único funcionário da Cisco que continua preso. Ele teve um pedido de habeas-corpus negado ontem (31/10) pelo desembargador Nelton dos Santos, da segunda instância da Justiça Federal de São Paulo.
Clientes podem ficar tranqüilos
De acordo com Charney, a Cisco do Brasil está voltando a operar depois de ter seus escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro fechados em 16 de outubro. Além da Mude, a empresa tinha como distribuidor a Ingram Micro, responsável por uma pequena parte das vendas no país.
“Nosso principal problema não foi o fechamento dos escritórios, mas o fechamento permanente do nosso maior distribuidor”, diz o executivo. O VP admite que é difícil suprir a demanda dos clientes, pois a PF apreendeu todos os produtos que estavam no inventário da Mude.
No entanto, ele diz que a situação voltará ao normal aos poucos e que os clientes que procurarem a Cisco não terão problemas em receber os equipamentos. “Estamos pedindo que a Ingram assuma a distribuição dos produtos da Cisco no Brasil, junto com integradores como IBM, CPM e a Promom”, afirma Charney.
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30 de November de 2007 às 11:03 pm
Quem tem que inocentar ou incriminar é a justiça.