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jul 12 2008

Regulamentação profissional de T.I.

O Alexander Freitas me enviou um e-mail com esta sugestão de post. Achei ótima! Uma notícia que interessa, especialmente, os profissionais formados “órfãos” de uma associação profissional. Os engenheiros e arquitetos contam com o CREA, os médicos com o CRM, até mesmo os corretores de imóveis possuem uma (CRECI).

Entretanto, nós, os profissionais de informática, seguimos órfãos de uma entidade que regulamente a profissão.

Abaixo, o e-mail do Alexander, na íntegra:

Olá Marco, tudo bom?

Gostaria de sugerir um tema para se publicar no blog, uma pesquisa sobre o projeto de lei que regulamenta a nossa área de TI. Eu por enquanto acho este projeto um pouco confuso e sem sentido, mas… vamos aguardar.
Segue abaixo o link da matéria :

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=82918

Deu no Jornal do Senado:

O projeto que regulamenta o exercício das profissões de analista de sistemas e de técnico de informática foi aprovado ontem na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

A proposta (PLS 607/07), de Expedito Júnior (PR-RO), será agora encaminhada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para decisão terminativa.

O parecer favorável de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) excluiu da proposta original, por sugestão de Renato Casagrande (PSB-ES), a possibilidade de criação de conselhos federal e regionais de informática, já que conselhos federais são autarquias e a concepção desses órgãos é prerrogativa do Poder Executivo.

De acordo com o texto, a profissão de analista de sistemas somente poderá ser exercida por pessoas que possuam diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Já para o técnico de informática a proposta determina a comprovação de diploma de ensino médio ou equivalente de curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores. Esses diplomas devem ser expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.



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10 comentários

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  1. rodrigo-bp

    R I D Í C U L O ! ! !

    A lei tem que ser uma para todos, se nós não pudermos ter um conselho federal de informática então pela lógica que se feche a OAB, CREA, CRECI, CRM, COFITO, etc…. porque todas as profissões podem e apenas informática não?

    Temos que nos mobilizar e pressionar os nossos governantes para isso… podemos começar aqui pelos membros do blog. O que acham?

    Abraços

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  2. Adalberto Nuno

    A lei têm que ser melhor. Sou técnico em informática por ter o curso em eletrônica, pois o CEFET não dispõe de curso de processamento de dados. Já para analista têm que analisar os cursos de tecnólogos, nada contra, mas que faz a graduação plena tem um diferencial ou carga horária maior. Acho que para os cursos de tecnólogos deveria exigir uma pós como complemento. Não sei, são apenas opiniões ou pensamentos com pouca reflexão. Vamos refletir e melhorar a nossa categoria. Não vamos deixar apenas na net como registro de aspirações.

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  3. minicz

    É um projeto de lei bastante polêmico. Existem profissionais nos dois extremos: os que acreditam ser ótima a idéia e os que acreditam ser péssima idéia.

    Imagino que deverão ser definidas as atribuições do que um “Analista de Sistemas” fará. Para vermos como isso será complicado levanto alguns pontos:
    – A configuração dos dispositivos de rede (roteadores, switches IEEE802.3, switches ATM, multiplexers, etc.) será de responsabilidade de um Analista de Sistemas? Mas eles têm formação acadêmica para essa atribuição?
    – O Analista de Sistemas “somente” farão desenvolvimento de sistemas? Qual é o limite da atribuição e como isso será encarrado por outros profissionais, por exemplo, Engenheiros de Telecomunicações (incluo aqui os Eng. Elétricos/Eletrônicos que por atribuição do CREA podem trabalhar com telecomunicações).
    – Será que é isso que realmente os profissionais de informática querem?

    Lembro que algum tempo atrás li na página da Sociedade Brasileira de Computação (www.sbc.org.br) que a posição oficial deles era contra essa regulamentação. Eles acreditam que o mercado se auto-regulamenta.

    []’s

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  4. Eduardo Simao

    Mesmo se for criado, não vai dar certo…e pior, não será aplicada…
    Eu tenho um curso técnico em informática, aceito pelo conselho regional de educação.Ponto, eu sou um legítimo técnico.
    Isso não é grande coisa para as empresas, pois a informática não é bem definida, não existe um conselho, agora os pontos Possitivos e negativos:
    1-A remuneração irá aumentar, pois mais da metade não poderá exercer a profissão;
    2-Terá falta de profissional no mercado.

    Uma ponto a ser levado em questão:Um técnico de telecom e de eletrônica não são um tec de informática, pois eles não apredem como um computador funciona ao todo.Exceto o de eletrônica que entende por completo o hardware, o restante tem que aprender com a prática…e voltando ao inicio do comentário.

    Uma ultima nota:Se os cursos não tiverem que ter um mínimo de horas etc, etc…isso não vai mudar nada.Tem curso de 4 meses que ensinam nada, só o basico mesmo…se isso for válido….GRANDE coisa criar esse projeto.

    UM comentário mais rápido ainda:Um analista de sistema sabe o que é o iee802.3???

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  5. Rodrigo Falcão

    Como todo projeto de Lei, isso ainda será muito discutido e alterado (não querendo dizer que agradará a todos), tendo em vista que existem muitos pontos a esclarecer.
    Há uma diversidade muito grande de profissionais de informática e de subdivisões dentro de TI. Um analista de rede, administrador de rede, DBA, técnico de rede, analista de segurança, analista de suporte..essa galera toda estaria incluída em que categoria?
    Outro detalhe, por definição, quem faz uma graduação plena ou graduação tecnológica exercem a mesma função, análise, desenvolvimento e programação, de forma que eu descordo do Adalberto Nuno e acho que devem ser categorizados como Analistas de Sistemas, já chega a briga que essa galera enfrenta com a Petrobrás por exemplo para ser aceita em seus concursos como analistas. Com uma pós, eles e qualquer outro profissional, teoricamente está um passo a frente.
    O fato é que tem muito pano pra manga…vamos aguardar e ver!

    Abrçs!!

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  6. Marcelo

    Particularmente eu acho uma boa proposta, ainda mais se for federal. Falo isso do ponto de vista principalmente salarial. Quantos de vcs não tiveram que se sujeitar a um salário abaixo da média em alguma empresa, só pra não perder o emprego??? Mesmo apesar de haver mão-de-obra qualificada hoje em dia, muitas empresas acabam por subvalorizar o profissional de informática exatamente por não haver uma regulamentação da classe.
    Presumo eu que com a criação de um conselho federal, haveria um piso salarial para cada “classe” de profissional de informática, os analistas de sistemas, os técnicos em informática e etc… assim vc poderia investir em um ramo profissional sabendo que haveria um retorno válido, ao contrário de gastar um monte em faculdade,especializações e ter que amargar um salário incompatível. Sei que muitos falarão que se o profissional é qualificado, como a demanda está grande, ele pode arrumar um emprego bom, mas isso se aplica a alguns lugares… eu estou pensando no Brasil como um todo… região Norte e Nordeste também tem grandes centros de informática e mesmo assim possuem um salário abaixo da média para os profissionais de informática.

    Des qualquer forma, é um ponto a se pensar… teria que realmente ver o conteúdo dessa lei e ver qual o real objetivo dela… pq hj em dia desconfio até da minha sombra qdo tem política envolvida no meio… sempre há segundas intenções..

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  7. Toguko

    esse assunto vai longe, a informática em geral é uma área vastíssima….

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  8. Bullzer

    Eu não tenho curso nenhum, agora estou tirando certificação em CCNA, por isso não tenho direito de exercer uma profissão que já exerço a 6 anos, sou analista de uma Multi-nacional do bom, nem por isso tenho faculdade…
    Será que por isso não terei direito ao CFI, ou CRI, certificação conta.
    Por causa desta lei corro o risco de perder o emprego pois não tenho Faculdade… se li certo a matéria.
    e Ai e os Autodidatas, não tem vez… informática e muito vasto e acredito que terão que verificar certo esta regulamentação.
    Este Carlos Azeredo não é o mesmo que quer colocar todo internauta do pais como um possível criminoso..?
    Vai mal… tamo na roça.

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  9. Fábio

    Em quantos paises existe mesmo um “Conselho Federal de Informatica” ou coisa que o valha ?

    Nossa, como os indianos os americanos e os europeus não pensaram nisso antes ???

    Só tem gênio nesse país…

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  10. flaviojbs

    Isso já rende pano pra manga a muitos anos.
    Como toda mudança é conturbada e é impossível agradar a todos esse assunto ainda vai ser muito discutido. Tomara !!!
    Se é bom ?
    Espero que sim. Afinal sempre vejo entre colegas e em forums reclamações sobre a zona que é a aréa de informática onde qualquer um independente de seguir um caminho de certificações ou graduação ou sem nenhum dos dois pode atuar sem nenhum problema. Qualquer que seja a possível regulamentação deve pegar muita gente de “surpresa”. Muitos dirão, como já foi dito pelos colegas do blog “trabalho a N anos com TI e não tenho uma graduação”, outros terão uma sopa de letrinhas de certificações ( CCNA/P, ITIL, MCP/MCSE e os vários outros ), outros nenhum dos dois ou todos esses. Quem não tem a graduação X ou a certificação Y é ruim ? Minha experiência diz que não.

    É muito confuso e abrangente discutir. Ora !!! Em caso de aprovada afetará milhares de pessoas com as mais diferentes carreiras.

    Só sei que algo é preciso fazer. Pois se não posso exercer medicina, advocacia, veterinária e outros. Então por que não tenho um CRM, CRV, OAB. Por que não tem nada que impeça esses de praticarem a minha profissão ?

    OAB por exemplo esfrega na cara de todos a bela qualidade dos cursos de direito do Brasil, principalmente particulares. Onde em média só 10% passam. Não é uma regulamentação que filtrará um profissional bom ou ruim, mas ajuda.

    Abraços,

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