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ago 31 2008

Multi Protocol Label Switching (MPLS) – Parte 2

MPLS-TE (Traffic Engineering)

Introdução

Acho que a maioria aqui já ouviu o termo “MPLS-TE”, em algum momento de suas vidas. Imagino que muitos, até hoje, não sabem o significado deste termo. “TE” é o acrônimo usado para “Traffic Engineering”, ou “Engenharia de Tráfego”, traduzindo-se para o Português. Alguns termos utilizados neste post encontram-se explicados na parte I.

Colocando de uma forma bastante simples, TE nada mais é que a manipulação de tráfego para que este se adeque aos recursos de rede disponibilizados. Muitos dos benefícios mencionados anteriormente, na primeira parte deste tutorial, devem-se à possibilidade de se aplicar engenharia de tráfego em redes MPLS. Este recurso (TE), entretanto, não existe apenas em redes MPLS. Redes ATM (e outras, legadas) já permitiam este tipo de manipulação. O modo como MPLS implementa este tipo de controle, entretanto, é muito mais simples e eficiente.

Objetivos da Engenharia de Tráfego

Os objetivos-chave do TE são:

  • Minimizar o congestionamento na rede;
  • Aumentar a confiabilidade da operação da rede;
  • Permitir e policiar a aplicação de Qualidade de Serviço (QoS) – A função de TE, neste caso, é garantir que recursos necessários à determinadas classes de serviço encontrem-se disponíveis, sempre que necessários.

Componentes de Engenharia de Tráfego

A aplicação de TE em redes MPLS envolve, basicamente, quatro componentes funcionais;

  1. Information Distribution – TE requer um conhecimento detalhado da topologia da rede, assim como conhecimento dinãmico sobre a capacidade da rede. Isso pode ser implementado por meio de protocolos IGP com extensões específicas, de forma que atributos específicos de links (como largura de banda máxima, utilização de banda e banda reservada) sejam incluídos nos anúncios “link state” destes protocolos. Em uma rede MPLS, cada LSR (Label Switch Router) mantém uma base de dados chamada TED (TE Database), utilizada para calcular caminhos específicos pela rede MPLS.
  2. Path Selection Component – Baseado na topologia de rede e nos atributos de link presentes na TED, cada LSR calcula caminhos específicos para seus LSPs (Label Switching Paths). Estes caminhos podem ser “strict” ou “loose”. Uma rota “Strict” é aquela em que o LSR de ingresso especifica todos os LSRs para o LSP. A rota “loose”, por sua vez, tem apenas alguns LSR definidos no LSR de ingresso.
  3. Componente de Sinalização e definição da rota – A rota calculada pelo componente anterior não é dita “funcional” até que um LSP seja, de fato, estabelecido pelo componente de sinalização. Isso porque o componente de “Path Selection” utiliza as informações presentes na TED, que podem estar desatualizadas. O componente de sinalização, portanto, é responsável pela checagem de todas as informações necessárias durante o processo de definição de rota.
  4. Componente de encaminhamento de pacotes – Uma vez que o caminho seja estabelecido, o processo de encaminhamento é iniciado no LSR, baseado no conceito de comutação de labels (já discutido na parte 1 deste tutorial).

Os principais protocolos de sinalização utilizados em conjunto com o MPLS são o “Resource Reservation Protocol with Traffic engineering Extensions” (RSVP-TE) e o Constraint-based Router Label Distribution Protocol (CR-LDP).

fonte: http://www.mplstutorial.com

Falarei mais sobre RSVP na próxima parte deste post! Até lá!

Uma boa semana para todos, e os aguardo nesta 5a, no Shopping Villa lobos!

Marco Filippetti



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9 comentários

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  1. Roberto Mendonça

    Muito bom Marco.
    Nosso Backbone(Serpro) tá saindo da Tecnologia ATM/FR para MPLS. Tenho estudado muito sobre tal Tecnologia, inclusive pretendo fazer meu trabalho de dissertação do Mestrado em cima dessa Tecnologia e futuramente o CCIE SP, no momento concluí meu CCIP que já ajuda.
    Até criei um LAb no Dynagem para estudos, já disponibilizado no HD do blog anteriomente.

    Grato,

    Abs,

    Roberto Mendonça

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  2. lgchiaretto

    ouch… muito bom os tuts sobre MPLL hein !!

    :o)

    PS: virou politico marco ??? uakauakaukaau essa foto sua ai :P:P:P

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  3. Marco Filippetti

    rsrsrsr pois é rapaz!!! Estou lançando a minha candidatura para vereador, por um São Paulo com mais routers Cisco!!! Coligação ” Cisco no Olho é Colírio”!!! rsrsrsrsrsrs

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  4. lgchiaretto

    não é querer ser chato….

    mas tinha tanta gente que queria ver tutoriais sobre MPLS…. e agora que tem ninguém comenta ???

    :o)

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  5. Marco Filippetti

    Certeza lgchiaretto!!! Poxa pessoal, são os comments que incentivam a criação e postagem no blog! Se vcs não comentam / participam, o número de posts cai. Vamos participar!!!

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  6. Rodrigo Falcão

    Foi mal Marco, eu fui um dos que pedi por esse tópico…mas é que ainda não parei mesmo pra ler com calma essa parte 2, de forma que tb não queria apenas “comentar por comentar”…quero ler, ver se entendi, e ai sim esclarecer qualquer dúvida ou opinar a respeito.

    Pode deixar que ainda essa semana vou tirar uns 30 minutinhos para ler com atenção e deixar meu comente!!!

    Abs!!

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  7. Minu

    Estou na mesma situação que o Falcão. Irei ler com calma assimilar as coisas, e partir para as dúvidas hehe.
    Mas agora, com trabalho novo ( depois de tanto tempo parado, voltei a rotina de trabalho ) estou adequando meu tempo e obviamente, como não poderia ser diferente, o blog esta incluso. Me motivo a estudar e persistir em meus objetivos, acessando-o. Acesso diário garantido pode ter certeza!

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  8. Fabricio Neves

    Pra mim MPLS ainda é uma tecnologia nova, não estudei nada sobre o assunto.
    Agradeço ao Marco pelo tutorial, já serve como norte para eu pegar apostilas sobre o assunto, espero que venham mais partes 😉

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  9. Rodrigo Alves

    Muito bom post Marco. Estou estudando para prova do ISCW e estes posts estão me ajudando bastante. Não vejo a hora de montar o primeiro lab com uma rede MPLS.

    Abraços

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