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jul 03 2014

Os 7 pecados cometidos por quem busca uma colocação no mercado de T.I.

As notícias e pesquisas estão aí, para quem quiser ver: A demanda por profissionais de tecnologia não para de crescer. No entanto, o que vemos nos fóruns, listas e grupos de discussão, nas redes sociais, blogs (como este) e em alguns eventos de tecnologia é uma grande massa de profissionais indignados com as vagas e salários oferecidos. Então, vem a pergunta: Quem está certo? Os profissionais, as pesquisas ou as empresas?

Na minha modesta opinião (e é isso: uma opinião, e não um fato), tanto as empresas quanto os profissionais cometem erros. Do lado das empresas, o erro mais comum está no delineamento do perfil do profissional adequado para a vaga. Não raro, são publicadas vagas procurando um “super-homem”, quando o perfil real do profissional para a vaga está mais para alguém júnior – com salário de júnior. Do lado dos profissionais, listo abaixo o que gosto de chamar de “Os sete pecados cometidos por quem procura uma vaga no mercado de T.I e Telecom”.

São eles:

  1. Almejar altos salários sem ter experiência ou qualificação – A chamada “geração Y” – formada majoritariamente por jovens recém-egressos do ensino superior – está acostumada (ou melhor, mal acostumada) a ter tudo “ao mesmo tempo, agora”. Ou seja, assim que se formam, já querem ocupar cargos de nível alto, com salários elevados (acima dos R$5 mil). O problema é que o mercado não funciona desta forma. A não ser que o profissional tenha, de fato, qualidades que justifiquem ele já começar ganhando um bom salário, os recém-formados – e profissionais sem experiência – terão de se contentar com posições e salários não tão glamorosos. Posteriormente, conforme o profissional vai adquirindo experiência e habilidades, novas posições e salários podem ser negociados. O difícil é convencer os jovens que esta é a dinâmica natural das coisas.
  2. Esquecer-se do Inglês – Muitos ainda seguem o caminho da negação, mas o fato é: Profissionais de tecnologia que não falam inglês não vão longe. Pode parecer repetitivo falar isso, mas é fato consumado. Motivo: A literatura base para as tecnologias mais recentes saem primeiro em Inglês. Portanto, um profissional que não domine este idioma tende a ficar defasado. E empresas não querem profissionais que não sejam capazes de se manterem atualizados. Por isso, se você não tem um inglês decente, trate de investir nisso JÁ!
  3. Não se atualizar – Este ponto está em linha com o anterior. Tecnologia é algo dinâmico. Todos os dias algo novo é criado. Empresas novas aparecem, enquanto outras têm as portas fechadas. Quem não se atualiza, não consegue acompanhar estes movimentos. E, novamente, sem dominar o Inglês, é quase impossível manter-se atualizado.
  4. Falar mal da empresa que trabalhou – Este é um erro comum, não apenas no mercado de tecnologia, mas em quase todos. É um erro cometido, especificamente, por profissionais mais jovens. Postam nas redes sociais, grupos, fóruns e listas de discussão comentários denegrindo uma empresa por qual já passou ou mesmo um antigo chefe. O problema é que o mercado de tecnologia (assim como muitos outros) é – com o perdão do trocadilho – extremamente conectado. A regra é: Jamais cuspa no prato em que comeu. Mesmo que a comida não tenha sido assim, tão boa.
  5. Não manter o networking ativo – Networking é tudo, afinal, você é quem você conhece. Os profissionais de tecnologia são muito antenados com tecnologia em si, mas se esquecem de manter as relações pessoais em dia. Um erro comum cometido pelos profissionais de tecnologia é não manter sua rede de relacionamentos ativa e atualizada. Hoje, existem redes sociais como o LinkedIn que endereçam exatamente este propósito. A dica é: Use esta ferramenta (e outras) para manter-se ativo em seus círculos de contatos. Nunca se sabe quando você poderá precisar deles.
  6. Achar que as certificações são uma perda de tempo – Na área de tecnologia, as certificações são um atestado mensurável que o profissional domina determinada tecnologia, assunto, linguagem de programação ou mesmo uma linha de equipamentos. Dispensar as certificações por achar que elas não valem nada é o mesmo que fazer um atestado inverso: O profissional em questão não domina aquele tema. Ponto. As empresas acreditam nestas certificações e as usam para garimpar profissionais no mercado. Possuir uma ou mais certificações pode ser a diferença entre encontrar uma excelente posição ou ficar eternamente à procura de uma.
  7. Esquecer ou descuidar da formação acadêmica – Não digo que seja vital uma formação acadêmica de primeira linha – apesar disso certamente ajudar na carreira. Mas, é preciso seguir estudando. Fazer uma pós-graduação em sua área de atuação pode contar pontos (especialmente se a instituição for de primeira linha). Fazer um mestrado pode contar mais pontos. Uma pós fora do país, muitos e muitos pontos. E assim por diante. A regra de ouro é: Jamais descuide de sua formação. Não é incomum um profissional com anos de experiência ser preterido por outro, menos experiente mas com uma formação acadêmica mais sólida em um processo de promoção. Em tempo, certificações tecnológicas não substituem uma formação acadêmica, ao contrário do que muitos pensam. Não deixe de fazer uma faculdade achando que tirar uma certificação terá o mesmo peso, pois não terá. São coisas bem diferentes e são consideradas de forma diferente no processo seletivo ou em um processo de ascenção profissional.

Por fim, eis uma analogia interessante que eu gosto de repetir: Imagine que os RHs das empresas enxergam o currículo do profissional como uma refeição. As certificações são o molho, a experiência é a carne, os idiomas adicionais são o tempero e a formação acadêmica é o prato. É muito mais interessante para as empresas os profissionais que sejam “uma refeição completa”.

Abs

Marco.



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5 comentários

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  1. Italo Carvalho

    Ótimo post Marco, esta é exatamente a nossa realidade de mercado. Vejo muitos profissionais que vivem reclamando do mercado ou da empresa em que trabalham, mas não buscam se especializar na área como: estudando algum tipo de tecnologia ou tentar de alguma forma gerar mais valor dentro do seu ambiente de trabalho (Esta é a turma que fica esperando que magicamente seja retirado no nível Técnico, direto para o de Analista, sem ter a menor noção). E que este post abra o olho de muita gente.
    E é claro que também as empresas as vezes extrapolam né, já vi vaga pedindo como pré-requisito que o profissional tivesse CCNA + MCSE ou LPIC-3 para ganhar míseros R$: 1600,00 (E claro com experiencia comprovada).
    Achei perfeita a sua analogia sobre o currículo.
    Abraço!!

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  2. charlesrocha

    Perfeito parabens!!

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  3. cleiton100

    Excelente!!!!

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  4. Fagner Silva

    Acredito no ponto em que: se voce faz oque gosta, ganha dinheiro!

    Almejar altos salários sem ter experiência ou qualificação – reclamar as vezes fica mais facil do que fazer valer um aumento salario, vejo muito isso!

    Falar mal da empresa que trabalhou – profissionais de varias areas fazem isso e normalmente nao sao pessoas de sucesso!

    Esquecer ou descuidar da formação acadêmica – varios profissionais ficam mais horas extras trabalhando e esquecem de sua formacao, acabando as vezes estagnando e culpando a empresa por nao crescer profissionalmente.

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  5. avner_ads

    Corretamente correto. Ainda vejo a área de TI muito recente, nova e talvez imatura. Isso não significa que devemos nos abdicar de nossas responsabilidades, exatamente os pontos tocados no post. Hoje, não precisamos apenas entender de tecnologia, comandos, equipamentos e etc… Atualmente temos que entender também de gestão, de negócios e a área comercial e nos aprofundar no foco de atuação da companhia. Porque entender a instituição é saber o que a TI precisa oferecer para que ela alcance seus resultados.

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