Arquivo do Autor

No Gravatar

Senhores, sei que o assunto é meio fora de tópico, mas gostaria de informá-los sobre o lançamento da 3a edição do meu livro Construindo Supercomputadores com Linux.

Esta edição foi totalmente reformulada, dando um tratamento parte acadêmico parte corporativo, de tal forma que os leitores iniciantes ou não na área da supercomputação consigam entender bem todos os conceitos envolvidos na tecnologia, desde hardware, rede (inclusive super importante em termos de desempenho), programação paralela e distribuída, armazenamento de dados (storages), dentre outros tópicos. Um assunto muito interessante, na qual desde 1994 quando li o primeiro artigo de Donald Becker e Thomas Sterling, ambos cientistas da Nasa, senti que isso iria muito a frente pois, grande parte dos estudos da área espacial são revertidos para o mundo em que vivemos.

A constante demanda de poder computacional vem gerando a necessidade de processadores cada vez mais rápidos.

Na computação de alto desempenho, utilizada para programação científica, multimídia, gerenciamento de grandes volumes de dados etc., a solução passa por máquinas com múltiplos processadores ou ainda clusters proprietários fornecidos por grandes empresas. Ambas as soluções são custosas e de pouca escalabilidade.

A estrutura de agrupamento de computadores, ou cluster, apresenta vantagens competitivas em relação aos ambientes multiprocessados de memória compartilhada (computadores com diversos processadores em uma placa-mãe), permitindo que o acréscimo de computadores torne o sistema mais rápido.

Como exemplo de uma aplicação comercial, podemos citar a produção das imagens tridimensionais dos filmes Titanic, Total Recall, Apollo 13, True Lies dentre outros.

Uma dessas tecnologias foi a paralelização de computadores. Após mais de vinte anos em laboratório é que ela foi parar no mercado dos computadores de grande porte, e somente há alguns anos apareceram várias tecnologias bem interessantes para microcomputadores. Dentre elas, a que teve maior destaque foi o cluster de PCs classe Beowulf da NASA, que é o foco principal deste livro.

Através de linguagem fácil, didática no estilo “faça você mesmo”, são demonstrados como escolher o hardware, a ligação dos computadores, a configuração e instalação do sistema operacional Linux, a configuração de todos os nós de rede para que passem a ter a ilusão de uma imagem do sistema de recurso único (Single System Image), gerenciar o cluster, executar testes básicos de funcionamento, usar ferramentas de avaliação de performance e colocar seu supercomputador para executar processamento de imagens tridimensionais e integrar o leitor iniciante, médio ou avançado no mundo dos supercomputadores classe Beowulf para computação de alto desempenho, também conhecido como Clusters para High Performance Computing.

Nesta terceira edição vários capítulos foram totalmente reescritos e remodelados, para adequar novas informações, aprofundamento de alguns conceitos e atualizar as aplicações descritas no livro. Cada um deles cobre assuntos específicos para sua construção, gerência, administração e execução de aplicações paralelas.

link: www.brasport.com.br

Um abraço e até a próxima…

Comments 15 Comentários »

No Gravatar

A área de Segurança fascina a todos nós. Não conheço uma só pessoa não que adore a área e que, por “livre e espontânea pressão”, somos obrigados a conhecê-la e praticá-la diariamente.

Até porque além da responsabilidade e da ética na qual os profissionais de TI em cuidar do maior bem que as empresas possuem que é a informação, ainda sim eles devem possuir responsabilidades legais por estes dados e informações sob suas tutelas.

No mundo atual, poucas pessoas sabem, mas sem querer assustá-los, nós profissionais de TI/TCOM respondemos legalmente pelos possíveis danos causados através dos meios eletrônicos.

Observem que diz o novo Código Civil:

“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.

Portanto, a Critografia é um dos meios essenciais na proteção destes dados.

Então, fica aqui registrado a minha dica de leitura “obrigatória” sobre a história da criptografia. Um site que já tinha indicado a muito tempo para meus alunos e que agora retorno para vocês integrantes do blog.

http://www.numaboa.com.br/criptologia/

Boa leitura, garanto que será muito interessante…

Abraços e até a próxima.

Comments 7 Comentários »

No Gravatar

Vocês já pensaram quanto uma empresa pode perder de dinheiro nos dias atuais onde tudo gira em torno dos ambientes de Internet, Intranet e Extranets? Se já conseguiram mentalizar estes valores no seu dia-a-dia então, este será seu lugar. ;-)

Este artigo estará dividido em várias partes:

a) Introdução ao gerenciamento

b) Estudo do protocolo SNMP

c) Configurações dos roteadores, switches, demais ativos de redes

d) Configuração de Softwares  de Gerência de Redes

Portanto, boa aprendizagem…

O aumento do números de aplicações, o aumento do número de máquinas e equipamentos cada vez mais diversificados e, ainda mais sobre a pressão da “Disponibilidade Total”, que no fundo não existe, e que para se atingir cada 9 a mais na disponibilidade (99,99…%) mais dinheiro sua empresa terá que desembolsar.

Pare um pouco e responda rapidamente  a estas perguntas:

1- Sua empresa possui algum método de gerenciamento?

2 - Seus métodos de gerenciamento são realmente eficazes?

3 - A sua empresa pensa em investir em recursos de gerenciamento?

Responderam?

Pois bem, então se apareceu alguma resposta negativa a estas perguntas básicas este artigo poderá salvar madrugadas de trabalho…

Mas o que significa realmente a palavra “Gerenciamento”.

“É o ato de coordenar vários recursos de maneira  eficiente de forma a atingir um
determinado objetivo”

Na área de redes podemos traduzir em dois textos básicos:

“Consiste no controle e administração de forma racional dos recursos de hardware e software em um ambiente distribuído buscando melhor performance e eficiência do sistema.”

“A gerência de redes tem por objetivo maximizar o controle organizacional das redes de computadores de maneira mais eficiente e confiável, ou seja, planejar, supervisionar, monitorar e controlar qualquer atividade da rede.”

Ainda posso ir mais além no que tange ao bom gerenciamento de uma rede:

  • Controlar os recursos da organização
  • Acompanhar a evolução da rede
  • Aprimorar o serviço
  • Balancear necessidades
  • Reduzir tempo de indisponibilidade
  • Controlar custos

Poxa Pitanga não é bem assim, temos alguns empecilhos nesta história…

Vários níveis de pessoal envolvidos. Isso é um problema muito sério, gerenciar equipes é a pior parte. Como vejo aquelas famosas “brigas” internas entre TI x TCOM x Segurança. Isso quando não pegamos aquele chefe que não sabe nada sobre o assunto e palpita como se soubesse realmente dos problemas enfrentados.

Um outro problema são as diversas abordagens do controle e monitoramento relacionados a software e hardware. Além disso cada fornecedor oferece ferramentas próprias de gerenciamento o que acaba dificultando a adoção de um sistema de gerenciamento unificado e a dificuldade ou impossibilidade de se ter acesso a todas as informações em curto espaço de tempo. E ai já viu né… dá-lhe  madrugadas acordado…

Alguns “frameworks” foram desenvolvidos para ajudar-nos nesta tarefa árdua:

  • OSI Management Framework (ISO/IEC 7498/4)
  • OSI Systems
  • Management Overview (ISO/IEC 10040)
  • ITU-T (ex-CCITT)
  • TMN - Telecommunication Management Network (M.3010)
  • IETF
  • SNMP Framework (v1, v2, v3)
  • Remote Monitoring (RMON)
  • Distributed Management

Como o objetivo aqui é gerencia de redes TCP/IP irei focar na continuação deste artigo sobre o ambiente IETF.

Até mais…

Comments 17 Comentários »

No Gravatar


Olá pessoal ai vai uma dica quente!!!!!

Para construir PABX´s digitais com software livre temos duas excelentes opções:

disc-os - http://www.disc-os.org
trixbox - http://www.trixbox.org

Com o DISC-OS, vocês podem conseguir suporte na Intelbras, que fabrica placas para PC´s (ISDN, MFC-R2, FXS, FXS) compatíveis com as da empresa Digium.

A Trixbox é a primeira distribuição Linux para o Asterisk. Carrega o pioneirismo e comentam ser o melhor sistema pois tem mais recursos configuráveis via web que o Disc-OS.

Ambas têm interface web para toda a administração dos serviços do Asterisk, criação de ramais, rotas, troncos, filas, voicemails, etc. O Disc-OS tem a vantagem de ser em português.

Recomendo ter todas as configurações armazenadas em banco de dados, que pode ser MySQL. CDR também armazenado em Banco Dados (configurado no mysql add-ons), e uso do Asterisk Real Time, pois isso facilita o trabalho de manutenção (criação de ramais), uma vez que assim não é necessário recarregar o asterisk para reconhecer um novo ramal.

Se houver ramais em outras localidades, use o protocolo G729 (tem que adquirir licenças) desde que esse cliente também tenha telefone compatível.

O QoS, como vocês sabem, é fundamental em toda a rede VoIP, inclusive o lado dos clientes.

As configurações iniciais do asterisk estão em /etc/asterisk:

sip.conf –> Ramais sip e sip trunk.
extensions.conf –> Todos os planos de discagem.
iax.conf –> Ligações entre asterisk.
zapata.conf –> Configurações regionais, ramais, etc, para E1, fxs, fxo.
/etc/zaptel.conf –> Configurações para placas E1,fxs, fxo (protocolos, clock, etc)

Até a próxima…

Marcos Pitanga

Comments 18 Comentários »

No Gravatar

Tenho observado várias pessoas querendo simular estes recursos nos switches Cisco aqui fica a dica:

Em http://freeradius.org/ além de você poder construir seu servidor Radius você também poderá criar seu servidor VMPS para suas VLANS Dinâmicas.

Para colocar um servidor Radius gerenciado via Web aqui vai mais uma dica:

http://www.howtoforge.com/authentication-authorization-and-accounting-with-freeradius-and-mysql-backend-and-webbased-management-with-daloradius

Bons Estudos…

Marcos Pitanga

“Os pinguins dominarão o universo”

Comments 8 Comentários »

No Gravatar

Documentar uma rede é tão importante quanto o processo de implementação da solução. Sabemos que poucas são as pessoas que gostam de fazer este trabalho. Mas fiquem sabendo que isso facilita em muito um troubleshooting e na inserção de novos ativos de rede. O objetivo deste artigo é mostrar como construir este tipo de documento.

1o Passo: Construir o cabeçalho do documento. Este poderá seguir o seguinte formato:

Figura-1

(more…)

Comments 18 Comentários »



Chat plugin by BoWoB Chat for Wordpress