Arquivo da Categoria “Tecnologia”

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Esta foi outra questão selecionada, das muitas que têm chegado pelo e-mail perguntas@ccna.com.br. Esta dúvida, pelo que tenho visto no fórum e mesmo no CHAT aqui do blog, tem sido colocada por muitos leitores. Tenho que admitir que, quando comecei a me aventurar pela área de redes, esta também foi uma questão minha! Me perguntava o tempo todo: “Se switches são definidos na camada 2, o que diacho seriam os switches L3, então?”. E isso me fez procurar pela Web por dias à fio uma resposta. Admito que encontrei algumas, mas nenhuma que me fizesse entender, de fato, o que era um, e o que era outro. Na minha cabeça, um switch L2 era um switch, e um switch L3 era um… router?! Será que eu estava certo???

Apenas algum tempo depois, quando tive a oportunidade de “meter a mão na massa” - e aí a importância do “hands on” - é que consegui definir, em minha mente, o que era um switch L3, de fato. Portanto, meus amigos, não se “avexem”! Esta dúvida é muito mais comum do que vocês imaginam, mesmo nos dias de hoje, onde os switches L3 já não são absurdamente caros e são produzidos e comercializados em quantidades muito maiores que há 10 anos atrás.

Bom, afinal, o que são os switches L3? Como o próprio nome sugere, switches L3 (ou qualquer outro elemento L3) são aqueles capazes de suportar protocolos que residem na camada 3, como por exemplo, o IP. Switches, por definição, operam na camada 2 (Enlace), onde protocolos de camadas superiores não são suportados. Switches L2 não “entendem” endereços IP, roteamento IP, ou qualquer outra operação que envolva o protocolo IP - curiosamente, é sempre nesta hora que alguém lá no fundão pergunta: “Ué, mas e o IP que eu configuro no meu switch L2?”. Não confundam. O endereço IP configurado em switches L2 serve MERAMENTE para a gerência deste switch. Ou seja, é um endereço IP que você configura nele como você configuraria em um PC, por exemplo. Serve apenas para que o switch seja acessível remotamente (via Telnet, por exemplo), ou para que programas de gerenciamento possam “enxergá-lo”. Ele segue sendo um switch L2, ou seja, não suporta roteamento IP.

A definição de que switches L3 são “roteadores” não está de todo errada. Porém, não está de todo correta também ;-) ! Switches são switches. Fazem a comutação de frames (L2) via hardware. Switches L3, além de fazerem a comutação de frames, podem fazer também a comutação de pacotes, e também via hardware. Como switches possuem chips dedicados - conhecidos como ASICS - para a realização destas comutações, o processo de encaminhamento de pacotes em switches L3 pode, algumas vezes, ser mais eficiente que em roteadores convencionais. Esta seria uma das grandes diferenças entre switches L3 e routers. Outra diferença seria os tipos de interfaces suportados por um, e por outro. Switches L3 - em sua grande maioria - trabalham nas camadas 1 e 2 com o conhecido padrão Ethernet (seja à 10, 100, 1000 ou 10000 bps). Routers, por sua vez, disponibilizam uma variedade muito maior de padrões de interfaces, por exemplo: Serial, ATM, Ethernet, Token Ring, etc etc etc. Estas diferenças fazem com que switches L3 sejam idealmente aplicados no CORE das redes locais. Exatamente pela possibilidade de comutar pacotes de redes IP distintas de forma eficiente e rápida, e pela alta densidade de portas Ethernet que eles disponibilizam. Isso vai em linha com o modelo Cisco de 3 camadas (lembram-se?).

Portanto, quando se tem uma LAN subdividida em muitas VLANs, que por sua vez encontram-se configuradas em subredes distintas, a aplicação de um switch L3 no core desta rede pode ser uma solução simples, rápida e eficiente para se prover roteamento inter-VLANs entre estas subredes.

Apenas à título de curiosidade, a Cisco mantém duas linhas distintas de switches e routers que são baseadas na mesma arquitetura. Trata-se da linha Catalyst 6500 (switch) e da linha 7600 (router) - fotos abaixo. Se você observar de perto, notará que ambas são idênticas. Entretanto, uma é definida pela Cisco como switch, e outra, como router. Por que??? Simples… razões fiscais ;-) !!! Existe uma incidência menor de impostos sobre switches do que sobre routers. Ou seja, sai mais “barato” comprar um “switch” 6500 do que um “router” 7600. E no fim, um é a mesma coisa que o outro. Fica a dica :-D !

cisco-6500.jpg
Acima a linha Cisco Catalyst 6500 series

cisco_7600_series.jpg
E acima, a linha Cisco 7600 ;-)

Um abraço e sigam mandando suas perguntas!!!

Marco.

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Esta reportagem foi veiculada no Discovery Channel fazem algumas semanas. Eu assisti na época e achei muito interessante. Hoje, recebi um e-mail da Miriam Vasco (SUCESU) com o link para o vídeo disponível na Web, no site da Discovery mesmo, sugerindo que fosse postado aqui. Realmente, esta reportagem merece ser assistida. Foi muito bem feita, conta uma boa parte da história de alguns gigantes da tecnologia, nas palavras de nada menos que seus fundadores.

Diversão garantida :-D !

PS: Estou de férias e escrevendo este post do quarto do hotel, na praia ;-) Não reparem se eu “sumir” por uns dias :-D

Abraços galera!

Marco.



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A Cisco está para adquirir a “bagatela” de US$13M em ações da VMWare. Este montante dá a Cisco 1,3% das ações totais da empresa (que abriu seu capital revelando-se um dos IPOs mais bem sucedidos da história, onde suas ações subiram 86% logo após a abertura das negociações). O interesse da Cisco na VMWare não é novidade. Antes mesmo de seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), a Cisco investiu nada menos de US$150M na empresa - o que se provou uma manobra genial, tendo-se em vista que as ações da VMWare dispararam desde o seu lançamento na Bolsa, em 2007.

Obviamente, os interesses da Cisco na VMWare não são puramente financeiros. Afinal, a Cisco não é um banco de investimentos. Trata-se, claramente, de uma manobra estratégica, na qual a Cisco pretende ficar cada vez mais próxima de uma empresa que só faz crescer e criar novas tecnologias. A VMWare é hoje a líder no mercado de virtualização. Coinscidentemente, a Cisco anunciou recentemente uma plataforma de roteadores que podem trabalhar com múltiplas instâncias, ou seja, em uma mesma máquina física, vários roteadores virtuais podem existir. Esta tecnologia já era adotada pela Juniper, e a Cisco deve ter-se visto obrigada à correr atrás.

Além disso, devemos nos lembrar que a Cisco tem a vertical de Storage. Esta sim, vai 100% em linha com a capacidade da VMWare de produzir tecnologias inovadoras.

Creiam-me, este casamento terá vida longa… e muitos filhotes ;-)

Abs!

Marco.

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À pedidos, a primeira parte do tutorial focado no protocolo ISIS. Muitos não sabem, mas o protocolo ISIS foi concebido pela ISO e, por isso, pode ser mapeado diretamente ao modelo ISO-OSI. Existem muitas semelhanças que merecem ser observadas entre os protocolos de roteamento ISIS e OSPF. Ambos são protocolos de roteamento definidos como “link state”, são “classless”, possuem tipos específicos de routers definidos em diferentes partes da rede, são hierárquicos (podem definir áreas distintas) dentre outras semelhanças. O número de diferenças entre ambos, entretanto, também é igualmente numerosa.

Uma diferença importante é a maneira como os dois protocolos manipulam pacotes “hello”. Como sabemos, pacotes “hello” são fundamentais para manter adjacências OSPF e ISIS ativas. Uma vez que ambos são protocolos link-state, as atualizações são enviadas apenas na medida em que ocorrem alterações na rede (incrementalmente).

O protocolo OSPF nos dá algumas ótimas opções quando se trata de manter a tabela de roteamento em um tamanho moderado, por meio da aplicação do conceito de “áreas” associado à sumarização de rotas. Entretanto, para o protocolo OSPF, apenas 1 tipo de pacote hello é definido. Em redes ISIS, os roteadores são capazes de enviar dois tipos distintos de pacotes hello: Nível 1 e Nível 2. Roteadores ISIS são, por sua vez,  classificados como Nível 1 (L1), Nível 2 (L2), e Nível 1-2 (L1, L2). Por padrão, roteadores Cisco são roteadores L1-L2. Isto significa que cada interface ISIS irá propagar pacotes hello L1 e L2. Se uma das interfaces está formando apenas uma adjacência L1 ou L2, não há motivo para transmitir pacotes hello de outro tipo.

Outra diferença interessante entre os protocolos seria os tipos de routers definidos em cada um. O protocolo ISIS define tipos de roteadores que podem, até certo ponto, ser mapeados para os tipos de routers definidos em redes OSPF.

O protocolo ISIS define basicamente 3 tipos de routers: Level 1 (L1), Level 2(L2), e L1/L2. Routers L1 são definidos em uma única área, e podem ser mapeados para o “Area Router” do OSPF. Estes routers conectam-se à outras áreas ISIS via routers L1/L2, análogos aos ABRs (Area Border Routers) de redes OSPF.  Routers L1 usam os routers L1/L2 router como “default gateway” para alcançar redes pertencentes à outras áreas, da mesma forma que um Area Router, no OSPF, usa o ABR.

isis.jpg

Na figura acima, todos os router – com exceção do router R2 – são do tipo L1. Routers  L1 são, portanto, routers definidos apenas em uma mesma área.  Routers L1 não pssuem em suas tabelas de roteamento nenhuma informação sobre redes que se encontram fora da área na qual se encontram. Routers ISIS L1 têm que ter suas bases de dados em sincronia.

Assim como temos routers L1, temos também routers L2. Toda vez que seja necessário o roteamento inter-área, um router L2 ou L1/L2 deve ser envolvido. Todos os routers L2 também devem ter suas bases de dados em sincronia.

Routers do tipo L1 e L2 enviam seus pacotes hello próprios. Assim como ocorre em redes OSPF, os pacotes hello permitem aos routers ISIS a formação de adjacências entre si. A principal diferença aqui é que routers L1 enviam mensagens hello do tipo 1, enquanto routers L2 enviam mensagens hello do tipo 2. Como estes pacotes são distintos, routers L1 não formam adjacências com routers L2. Como já foi dito, um mesmo router pode ser do tipo L1 e L2 simultaneamente (este é o modo default para routers Cisco). Neste caso, um mesmo router envia mensagens hello dos 2 tipos.

Bom, este é apenas a primeira parte de uma série de tutoriais sobre ISIS. Começamos simples, e vamos nos aprofundando neste interessante protocolo!

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Marco Filippetti

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Está aí algo que há 10 anos atrás achava que nunca veria e que há 5 anos atrás comecei acreditar que fosse possível.

HOLOGRAMAS! ;-)

Tem a ver com a Telepresence da Cisco, não?

Abraços!

Fábio A. de Amorim 

Fonte: Circuito Integrado da Folha: 

A rede norte-americana CNN apresentou a correspondente Jessica Yellin, que estava em Chicago, representada por uma imagem tridimensional no estúdio de Nova York.

De acordo com o Gizmodo, para conseguir o feito –a Yellin dupla podia ser enxergada de vários ângulos– foram usadas 44 câmeras de alta definição e 20 computadores.

O negócio é meio bizarro, mas funcionou bem.


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Segundo notícia publicada pela info, a NET começa a testar uma tecnologia desenvolvida em conjunto com a Cisco que permite aos usuários do serviço de banda larga do provedor atingirem “singelos” 60 Mbps em suas residências.

A tecnologia mistura fibra óptica com cabos coaxiais e precisa de um novo cable modem, desenvolvido em parceria com a Cisco. Até o momento, a velocidade mais alta oferecida pela NET era de 12 Mbps. No país, existem ofertas como de 20 Mbps, da GVT, e de 30 Mbps, da Telefônica em São Paulo (esta última disponível apenas via fibra ótica FTTH, e na região da Av. Paulista, em São Paulo).

A velocidade de 60 Mbps vai ser testada a partir desta quarta-feira somente para clientes da NET do bairro fluminense do Leblon. Os assinantes que tiverem o pacote NET Combo HD Max poderão solicitar a migração sem custo para a nova velocidade por seis meses. A única exigência é que eles agendem uma visita técnica para trocar seu atual cable modem pelo modelo desenvolvido com a Cisco.

Com essa velocidade, a NET pretende distribuir vídeos em alta definição entregues simultaneamente na tela da TV e do computador através de sua rede de cabos. Segundo a companhia, outros bairros do Rio de Janeiro estão sendo preparados para testar a novidade até o final deste ano, de acordo com o decorrer dos testes no Leblon. O lançamento comercial, entretanto, não deve ocorrer antes do final dos testes de seis meses, de acordo com informações da assessoria de imprensa.

Para quem não sabe, a Cisco e a NET já têm parcerias em outras áreas. A Scientific Atlanta, empresa comprada pela Cisco há não muito tempo, é a fornecedora oficial dos decoders e equipamentos de vídeo digital para os “head-ends” da NET. Esta parceria, ao que parece, está caminhando firme e forte, e avançando para a área de dados.

Re$ta $aber quanto vai cu$tar.

Abs!!

Marco.

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