mefonly.jpgSaindo um pouco do mundo estritamente Cisco, o Metro Ethernet Forum (MEF) abriu inscrições para sua nova certificação, o MEF-CECP (Carrier Ethernet Certified Professional).

O novo exame visa certificar profissionais com experiência em redes Metro Ethernet, e passa a ter um peso interessante no currículo de um engenheiro de redes. Isso porque o mundo converge na direção de redes “full-IP”, e redes metro Ethernet têm uma participação vital neste processo.  É comum acompanharmos processos de migração de redes “legadas” como Frame Relay, ATM, PDH e SDH para redes Metro Ethernet.

No que se refere à redes novas, estas já vêm sendo concebidas utilizando esta tecnologia, quase que como regra.

Portanto, esta é uma certificação que, na minha opinião, tende a ser muito apreciada pelo mercado. O problema que vejo é que ela ainda é muito recente, e nem todas as empresas a conhecem - apesar de todas conhecerem o MEF como autoridade máxima no que se refere à redes Metro Ethernet.

A certificação não foca em comandos ou cenários, mas em tecnologias e especificações. São 105 questões no formato múltipla-escolha cobrindo temas como especificações técnicas, tecnologias de acesso, emulação de circuitos sobre Ethernet, certificações MEF, aplicações e comparações com outros serviços. O material para estudo, juntamente com os objetivos do exame, encontra-se disponível  sem custo no link http://metroethernetforum.org/page_loader.php?p_id=1683

O exame custa US$350 para a primeira tentativa. Caso o candidato não seja aprovado, tentativas subsequentes têm o custo de US$50. Aparentemente, é possível a realização do exame online (em casa, por exemplo).

PS: Já tratamos superficialmente redes Metro em um post anterior, para os que não viram, vale dar uma olhada.

Fica a dica! Agora, é correr atrás :-)

Marco.

Referências adicionais:

http://www.ethernetacademy.net/index.php/View-by-tag/MEF-CECP/

http://www.ethernetacademy.net/index.php/MEF-Professional-Certification/mef-carrier-ethernet-certified-professional-mef-cecp-overview.html

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Para aqueles que AINDA duvidam do peso de uma formação acadêmica (graduação), sugiro a leitura do artigo abaixo, publicado na Folha de São Paulo de hoje.

Abração!

Marco.


Mais de 80% dos assalariados em empresas não têm nível superior

PEDRO SOARES
DO RIO

A maioria dos 40,2 milhões de assalariados em 4,8 milhões de empresas e outras organizações (autarquias, ONG’s, fundações e outras) em 2009 eram homens — 58,1% do total– e não tinham nível superior (83,5%), o que corresponde a 23,4 milhões e 33,6 milhões de pessoas, respectivamente, segundo os dados do Cadastro Central de Empresas divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar de existirem diferenças salariais “significativas” entre homens e mulheres –eles ganhavam 24,1% a mais–, a desigualdade era mais expressiva entre os trabalhadores com e sem nível superior, de acordo com o IBGE. Aqueles que concluíram faculdade recebiam um salário 225% maior do que os que não tinham cursado.

Pelos dados do IBGE, foi possível constatar ainda que as microempresas tinham a maior proporção de mulheres (45,1%) e a menor de assalariados com nível superior (4,7%). Já as firmas grandes empregavam 57,7% dos assalariados com nível superior. Um em cada cinco dos assalariados com curso superior trabalhava na indústria de transformação.

Do conjunto de empresas e outras organizações, 88,9% eram microempresas em 2009. Outras 9,4% foram consideradas empresas pequenas. Já 1,3% tinha o status de médias e 0,4% eram tidas como grandes.

Segundo o IBGE, o pessoal ocupado masculino predominava em 15 das 20 atividades econômicas do cadastro. A maior participação estava na construção (92,2%). Já entre as mulheres, os maiores percentuais de ocupação foram registrados na saúde humana e serviços sociais (76,9%).

As atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados foram a única categoria a apresentar uma participação de pessoal assalariado com nível superior (51,5%) acima do pessoal sem nível superior (48,5%). A atividade com a menor participação foi alojamento e alimentação (2,6%).

Regionalmente, a maior participação de homens no pessoal ocupado assalariado total ficou com a região Norte (68,6%). Já a mais expressiva concentração de mulheres se deu na região Sul –38,2%. Já região Sudeste apresentava a maior penetração de empregados com nível superior (10,8%).

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Muitos aqui gostariam de saber quais as profissões “quentes” em T.I., para direcionarem seus estudos ou suas carreiras. Muitos sites publicam pesquisas que, na maior parte das vezes, soam como “compradas” dados os resultados presenciados (isso não quer dizer que sejam - de fato - matérias pagas, deixo isso bem claro). Existe um site, entretanto, que bienalmente realiza e publica uma pesquisa que eu considero ser bastante realista, já que as pessoas que respondem a esta pesquisa somos nós (todos nós), frequentadores deste site. O site a que estou me referindo é o já conhecido APINFO. Para os que não o conhecem, o APINFO é um excelente portal com vagas de emprego focadas em T.I., onde vocês podem cadastrar seu CV, pesquisar as vagas disponíveis e submeter seu perfil para a empresa que esta à procura. As pesquisas deste site constumam ser sérias, apesar de não serem sofisticadas. Mas dá para ter uma boa noção de tendências, salários, perfil das vagas e demanda (por região do país).

A versão 2010 desta pesquisa foi disponibilizada pelo APINFO em Abril deste ano. Abaixo, alguns “highlights” da mesma. O link direto para a pesquisa está aqui.

  • Menor número de estagiários, queda da participação feminina e dos profissionais com menos de 23 anos.
  • Grau de escolaridade dos profissionais continua a subir.
  • Apenas 18 % são fluentes em inglês.
  • O número de profissionais com alguma certificação continua a subir, MCP é a mais popular.
  • Java é a linguagem mais utilizada, seguida de C# e PHP.
  • Depois de quedas constantes desde 1997, em 2010 o número de profissionais com o vínculo CLT voltou a subir.
  • PJ ou terceiro é o vínculo desejado por apenas 9% dos profissionais pesquisados.
  • 29 % dos profissionais possuem empresa ativa, a maior parte paga até  R$ 180,00 por mês e  não paga décimo terceiro para o contador.
  • O percentual de profissionais com o vinculo de CLT-flex ficou estável em relação a 2008.
  • A cada pesquisa aumenta o número de benefícios recebidos pelos profissionais.
  • A grande maioria é favorável a regulamentação das profissões de TI e esta otimista sobre o futuro.
  • Muitos salários foram reajustados abaixo da variação da inflação.

Destaquei em amarelo 4 pontos que achei interessantes e que mostram uma tendência importante. Observem que quando os resultados da pesquisa deste ano foram comparados com os da pesquisa realizada há 2 anos houve um incremento no nível acadêmico dos respondentes. Também, em destaque, o crescente número de profissionais com alguma certificação em T.I. Isso mostra um mercado mais competitivo, onde os candidatos percebem aos poucos que uma formação pode - de fato - ajudá-lo na busca por uma vaga. Por outro lado, do universo de quase 18 mil profissionais que responderam à pesquisa, apenas 18% possuem fluência no Inglês. Isso mostra um bom caminho potencial para alguns candidatos investirem e conquistarem um diferencial com relação aos demais. Vemos ainda que as empresas estão contratando mais na modalidade CLT hoje do que há dois anos, e que os benefícios (de acordo com as declarações dos entrevistados) estão melhorando. Isso, ao meu ver, já mostra um mercado mais preocupado em selecionar melhor os candidatos para uma vaga e uma preocupação crescente em manter este empregado, reduzindo o indesejado “turn-over”.

Enfim, cada um que tire suas conclusões. Mas parece que o mercado está ficando um pouco mais maduro - e mais duro também. Não está mais fácil conseguir um emprego hoje do que há dois anos, mas parece que, em conseguindo um, as chances de ser feliz nele estão maiores. E vocês? O que acham disso? Concordam?

Seguem mais alguns dados:

Grau de Escolaridade:

null

Fluência em Inglês:

null

Certificações:

Obs: O número de profissionais certificados subiu de 22% no ano de 2004 para 32% em 2010.

Certificações mais comuns:

Obs: 25 % dos profissionais que possuem alguma certificação, são MCP.

Tabelas salariais:

Uma vez mais, os valores apresentados na pesquisa devem ser analisados sob o prisma de que, quem informou estes valores são - em tese - profissionais que trabalham nos cargos informados e que recebem os salários (brutos) informados. Muitos de vocês podem discordar dos valores, mas trata-se da realidade brasileira para estas funções.

Espero que aproveitem este post para incluir o APINFO em seus favoritos! Vale a pena.

Abraço!

Marco.

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Como o objetivo deste blog é também informar, segue notícia de impacto para nossa área (redes e telecom). Para quem mexe com ações, ações da Vivo (VIVO4) disparando mais de 5% hoje. Na outra ponta, os papéis da Telemar (TNLP3)perdem mais de 10%. E o dia mal começou ;-) .

A Telefónica confirmou o negócio, mas não quis divulgar o valor, segundo a imprensa internacional. Fontes próximas afirmam que a empresa espanhola comprou a participação da Portugal Telecom na Vivo por um valor estimado em US$ 9,8 bilhões. Em contrapartida a Portugal Telecom estaria em fase final de negociações com a Oi para a compra de aproximadamente 20% da companhia telefônica brasileira. Esse movimento teria aliviado a pressão do governo de Portugal, o qual vetou inicialmente a venda da Vivo, por considerar o mercado brasileiro estratégico. A idéia agora da Telefónica é unir os serviços de telefonia celular e fixa junto de sua operação na Telesp e ampliar a participação nos serviços oferecidos no mercado brasileiro.

Fonte: ADVFN

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