Multi Protocol Label Switching (MPLS) – Parte 3

Pessoal,

Partindo de uma questão que postei semana passada e fiquei devendo a resposta, resolvi escrever este pequeno artigo sobre os componentes do MPLS. O Marco já fez dois belos posts sobre MPLS: Multi Protocol Label Switching – Parte I e Multi Protocol Label Switching – Parte II. Vale a pena ler antes para se familiarizar com o que você vai ler abaixo. 😉

Uma observação importante sobre o que está escrito a seguir: tudo está baseado em tecnologias Cisco. Mas não muda muito para outros fabricantes, ok? 😉

Como vocês já leram no post do Marco, labels são adicionados ou removidos pelos Edge LSRs (Label Switching Routers), também conhecidos como LERs (Label Edge Routers) e, em alguns casos, como PEs (Provider Edges). Estes são os roteadores que estão realmente na boda da rede MPLS, fazendo a a conexão entre uma rede não-MPLS (pode ser ATM, Frame-Relay, Ethernet, etc.) e uma rede MPLS. Os roteadores puramente MPLS, conhecidos como LSRs, encaminham tráfego baseados somente em labels. Quando o pacote chega ao destino ou próximo dele, na saída da rede MPLS há outro Edge LSR, que agora remove o label e faz o roteamento do pacote para fora da rede MPLS.
MPLS 1

Para que tudo isso funcione, em termos de “arquitetura”, o MPLS possui dois mecanismos separados:

  • Control Plane: Matém a troca de informações sobre roteamento e labels entre dispositivos adjacentes. Para o roteamento, ele lida com todas as complexidades dos protocolos de roteamento como OSPF, EIGRP, IS-IS e BGP por exemplo, que, como vocês sabem, roteiam pacotes com base no IP de destino. Por outro lado, por também cuidar dos labels, ele trabalha com protocolos de “roteamento“ baseados em labels, Como o TDP(Tag Distribution Protocol) e o LDP (Label Distribution Protocol), sendo o último o mais utilizado.
  • Data Plane: Responsável por encaminhar o tráfego baseado somente em labels, utilizando para isso informações geradas e coletadas pelo Control Plane. O Data Plane também é conhecido como Fowarding Plane.

O que qualquer router habilitado para MPLS faz, ou seja, o que qualquer LSR faz é, basicamente, utilizar o Control Plane para, através dos Protocolos de Roteamento, descobrir e escolher os melhores caminhos, que no MPLS são conhecidos como LSPs ( Label Switching Paths) e enviar este mapeamento para que o Data Plane execute. Simples não?! 😉

Como analogia, imagine um rally. Vão sempre dois caras no carro. Um é o Navegador, que mapeia o caminho todo, faz todo planejamento e, durante a execução, fica monitorando o percurso afim de garantir que o caminho escolhido é o melhor ou ao menos é o pré-determinado. Este Navegador é o Control Plane. Já o Motorista executa o plano da melhor maneira possível , o mais rápido possível, sem se preocupar em ficar olhando o mapa ou o GPS. Simplesmente segue as instruções, na maior velocidade possível! Esse motorista é o Data Plane! 😉
MPLS 2
Se vocês gostaram do post e têm interesse em saber mais sobre MPLS, dependendo da participação e dos comentários, continuarei a série, falando no próximo post das essenciais tabelas que operam no Control Plane e no Data Plane: FIB, LIB e LFIB.

Abraços,

Fábio A. de Amorim



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