No Gravatar

Pessoal, faz algum tempo que eu queria montar este post, e apenas hoje tive tempo para pesquisar e encontrar dados para monta-lo… acho que vão gostar! Deu um trabalho cão! Mas acho que valeu a pena!! Aqui eu selecionei os grandes “milestones” da empresa, ano-a-ano. Nem todos os anos foram mencionados, assim como nem todos os feitos da empresa encontram-se abaixo. Fica fácil ver porque a Cisco é o que é, com apenas 24 anos de existência. Muitos dizem que a empresa chegou onde chegou por ter sido criada na época certa, no lugar certo. Será mesmo? Será que se a Cisco não tivesse sido criada, outra empresa teria avançado tanto? Será que a Internet não é o que é hoje graças a Cisco? Para pensarmos.

Divirtam-se ;-) !

1984 - A Cisco Systems é fundada por Len Bosack e Sandy Lerner! Número de empregados: 2. Receita: ZERO. O nome da empresa, como muitos sabem, foi mesmo inspirado no nome da cidade de San Francisco.

1985 - A empresa define sua identidade corporativa. O primeiro logo é anunciado. Enquanto isso, no mundo, os primeiros domínios .com e .edu são regsitrados. Número de hosts na Internet: 1961. número de empregados na Cisco: 2

1986 - A Cisco contrata seu primeiro empregado e muda seu headquarter para um modesto escritório em Menlo Park (Califórnia). A empresa lança seu primeiro produto inovador na área de roteamento: O Advanced Gateway Server (AGS). A primeira venda foi fechada com a Universidade de Utah. A Internet jamais seria a mesma ;-) ! Número de funcionários: 6

1987 - A empresa consegue um investimento de US$2 Milhões. O primeiro objeto promocional da empresa - uma caneca com o logo Cisco - é fabricada. A empresa lança o protocolo IGRP, o primeiro protocolo criado para rodar em redes de grande porte. Enquanto isso, na Internet, O TCP/IP vai se consolidando como a tecnologia base da rede das redes. O número de hosts na Net ultrapassa 10 mil. A extinta UUNet fecha o primeiro contrato comercial de conectividade à Internet. Número de funcionários na Cisco: 9.

1989 - Com apenas 111 funcionários e 3 produtos lançados, a empresa consegue obter uma receita de US$27 Milhões. Cisco desenvolve o protocolo BGP e completa a primeira implementação do mesmo em roteadores da empresa. Número de hosts na Net ultrapassa os 100 mil.

1990 - A empresa abre seu capital na bolsa eletrônica NASDAQ e consegue uma capitalização de US$224 milhões. A Consórcio que mantinha a ARPANET é desfeito, e a rede resultante é chamada de Internet pela primeira vez. Foi também neste ano que o termo “WWW” foi usado pela primeira vez. Funcionários na Cisco: 251

1991 - John Chambers assume o cargo de VP Senior para Vendas e Operações. A Cisco inaugura seus escritórios (agora, menos modestos) em Menlo Park (Califórnia). A capitalização da empresa bate os US$ 1 BI. Funcionários na empresa: 503

1992 - A Cisco consegue sua primeira patente. A empresa abre escritórios em Toronto (Canada) e em Tókio (Japão). A linha 3000 (foto) é lançada. O primeiro browser é disponibilizado anonimamente. Número de funcionários na empresa: 875.

1993 - Receita obtida no ano fiscal: US$714 Mi. Funcionários: 1459. A empresa completa sua primeira aquisição, a compra da Crescendo Communications. O programa CCIE é criado. A linha 7000 é lançada e a Cisco começa a trabalhar com uma linha definida de produtos, propriamente dita.

1994 - A empresa inaugura seus escritórios em San Jose (foto) e abre filiais no Brazil e China. 5 novas linhas de produto são lançadas, dentre elas, a linha de roteadores 2xxx (inclui os modelos 25xx). Receita obtida neste ano: US$ 1.3 Bi. Funcionários: 2269.

1995 - John Chambers torna-se CEO da empresa (posição que mantém até hoje). Funcionários: 3827. Receita: US$2.2 Bi. Cisco lança a linha Catalyst 5000. Mais de 100 mil routers da linha 2500 já foram vendidos. Cisco lança a linha 7500. Na Internet, o volume de tráfego HTTP ultrapassa, pela primeira vez, o volume de tráfego FTP. O Vaticano e o Governo do Canadá inauguram seus sites na Web.

1996 - Funcionários: 8259. Receita: US$4.1 Bi. A empresa abre escritórios na Holanda. A Cisco inicia sua incursão no segmento de Service Providers. O primeiro site da empresa com suporte ao idioma Chinês é lançado. Cisco segue comprando outras empresas, como a Stratacom. A linha 7200 é lançada. A tecnologia MPLS é lançada pela empresa. Já existem mais de 14 milhões de hosts na Internet, e mais de 100 mil websites.

1997 - O programa Cisco Networking Academy é criado. Número de academias existentes: 64. Número total de patentes: 34. Empresa lança a linha 12000. Primeiro produto voltado a Voz-sobre-IP é lançado. Mais de 1 milhão de routers da linha 25xx já foram vendidos. Cisco lança linha voltada aos operadores de TV a cabo e também entra no mercado xDSL. Primeira aparição da empresa na lista da Fortune 500. Funcionários: 10728. Receita: US$6.5 Bi.

1998 - Primeiro anúncio de TV da empresa é veiculado. Número de academias Cisco: 580. Patentes neste ano: 60. Funcionários: 14623. Receita: US$8.5 Bi. Cisco torna-se a primeira empresa da história a alcançar um valor de mercado acima dos US$100 Bi em apenas 14 anos. A linha CSR é lançada. Mais de 1000 routers da linha 12000 já foram vendidos. Existem agora 30 milhões de hosts na Internet, e mais de 1.8 milhões de websites.

1999 - Cisco alia-se a outras 10 empresas para determinar os padrões que regerão as redes locais wireless. Cisco segtue comprando empresas, dentre elas, a Aironet (WIFI). Funcionários: 20657. Receita: US$12.2 Bi.

2000 - Número de academias Cisco: 4901. Funcionários: 34613. Receita: US$18.9 Bi. Patentes neste ano: 150. Cisco torna-se a empresa mais valiosa do mundo em termos de valor de mercado (US$ 569 Bi).A empresa adquire mais de 20 empresas apenas neste ano. A linha Catalyst 4000 é lançada. As linhas 2600 e 3600 são lançadas. O Aironet 340 é lançado. A primeira transmissão de vídeo full-motion via rede IP é realizada, e - mais uma vez - a empresa faz história. A patente para alimentar telefones IP via portas Ethernet (PoE) é obtida pela empresa.

2001 - Funcionários: 38402. Receita: US$ 22.3 Bi. Patentes neste ano: 185. Academias Cisco: 8000. Cisco anuncia a fase 1 da incorporação do IPv6 em seus produtos, a primeira empresa a faze-lo. A empresa lança a primeira plataforma multiserviço a operar a 10Gb.

2002 - Funcionários: 35670 (os primeiros cortes!!!). Receita: US$ 18,9 Bi (a primeira queda de receita!!!). Patentes neste ano: 240. Academias: 10175. 14 modelos de roteadores de acesso são lançados. A linha Catalyst 6500 é lançada. A empresa começa a ganhar notoriedade na área de storage.

2003 - Funcionários: 34466 (Segundo grande corte). Receita: US$18.9 Bi. Patentes neste ano: 327. Academias: 10497. Cisco adquire a Linksys. Linha 7300 é anunciada. O primeiro telefone IP wireless é anunciado. A empresa lança produtos importantes na área de segurança. O primeiro telefone IP com visor colorido é anunciado. Número de hosts na Internet: Mais de 172 milhões. Websites: 46+ Milhões.

2004 - Funcionários: 34371. Receita: US$22 Bi. Patentes neste ano: 447. Academias: 10275. Cisco adquire a empresa P-Cube. A linha CRS é lançada. Este lançamento rendeu à empresa uma entrada no Guiness (livro dos recordes), como o router de Internet com maior capacidade no planeta. A empresa lança produtos importantes nas áreas de Metro Etehernet e Wireless. A Linksys anuncia produtos de IPT e VoIP para os usuários não-corporativos.

2005 - Funcionários: 38813. Receita: US$24.8 Bi. Patentes: 469. Academias: 10000. A empresa compra a Scientific Atlanta, líder no segmento de vídeo digital.

2006 - Funcionários: 51840 (Um dos grandes saltos, talvez, em grande parte, motivado pela incorporação dos funcionários das empresas adquiridas) Receita: US$28.5 Bi. Patentes: 688. Academias: 10000. A Cisco anuncia o lançamento dos produtos de Telepresença.

2008 - Funcionários: 63050 (outro grande salto) Receita: US$34.9 Bi (UAU!!!!). Patentes: 647. Academias: 10000+. A Cisco firma-se com um dos maiores detentores de patentes do planeta (média de 500+ / ano nos últimos 3 anos).

Nada mal para uma empresa com menos de 25 anos!!!!

Espero que tenham gostado!

Fonte: http://newsroom.cisco.com/dlls/timeline/1984_index.shtml

Abs!

Marco Filippetti

Comments 1 Comentário »

Leia também:

No Gravatar

Já publiquei algumas dicas para CVs antes, e sempre que encontro algo interessante sobre o assunto, volto a tocar no assunto. Afinal, quantos aqui não estão à procura de um bom emprego? Estas dicas foram tiradas do INFO Online, e publicadas aqui, na íntegra.

Atenção especial ao erro número 4, citado abaixo…!

Espero que seja útil para alguns!

Deborah Trevizan - Edição de março da INFO

Quarta-feira, 06 de agosto de 2008 - 14h05

Um currículo bem-feito não garante a sua vaga, mas pelo menos não elimina você da lista de candidatos na primeira etapa da seleção. Por isso, cuidado para não errar. Basta um pequeno deslize e as suas chances de passar para a fase da entrevista evaporam. Você tem pouquíssimos segundos para capturar (ou perder) a atenção. Mas o que as empresas de tecnologia levam em conta num currículo?

Para entrar no Google, a ordem é especificar e detalhar as ferramentas utilizadas, pontuar os projetos de atuação e o nível de envolvimento. “As pessoas costumam colocar de maneira geral o que é específico”, diz Deli Matsuo, diretor de recursos humanos para a América Latina do Google. Como a empresa utiliza banco de dados para buscar possíveis candidatos, as tecnologias se tornam decisivas. Se o Google procurar um profissional com conhecimento em Java, por exemplo, somente os candidatos que usaram essa palavra no currículo serão listados no resultado da busca.

Mas não confunda informações específicas com desnecessárias. O curso básico de Microsoft Office ou a visita a uma empresa de tecnologia devem ser deletados. Informações como RG e CPF, também podem sair de cena, a menos que sejam pedidos no processo de seleção.

Com o objetivo de evitar descuidos como esse, há quem pense em currículos personalizados. “O ideal é ter dois currículos, um sucinto e específico para vagas mais definidas e outro mais genérico e maior para enviar às empresas em geral”, diz Marcelo Braga, da consultoria em Recursos Humanos Search. Ele cita também a informação sobre a fluência em língua estrangeira como uma zona de perigo. Mentir no currículo é muito ruim para o profissional, mas nesse caso é ainda pior, pois numa primeira entrevista a mentira será descoberta. “O melhor é ser sincero e poupar o tempo do candidato e do selecionador”, diz.

Assim como as mentiras, a pretensão salarial também está vetada. Nem pense em incluir no currículo o quanto quer ganhar. “Essa área requer profissionais com a capacidade de visão de negócio, cuja remuneração está alinhada à demanda do projeto”, afirma Fátima Domingues, consultora de recrutamento e seleção da Manager. Além disso, cuidado com o e-mail que vai deixar para contato. Procure deixar um endereço que você acessa com freqüência e que não mudará no longo prazo. Pense que seu currículo pode ser selecionado depois de meses (ou até anos) e se a empresa não conseguir contatá-lo você perderá a chance de concorrer à vaga. E, acredite, isso acontece até no Google.

Antes de começar a produzir o seu currículo, esteja certo do seu objetivo profissional. “Faça uma avaliação prévia do papel que pretende desempenhar na empresa”, diz Irene Azevedo, sócia associada da Kienbaum — Keseberg & Partner. E quando souber seja muito claro ao descrevê-lo no currículo. A clareza das informações também é importante ao detalhar o que fez em empregos anteriores. Tente ser objetivo sem usar um vocabulário muito técnico. Lembre-se de que o primeiro contato, na sua maioria, é com alguém do RH e não da área técnica. “O profissional deve chamar a atenção do avaliador e despertar interesse para uma entrevista técnica”, diz Fátima Domingues, da Manager.

O que escrever no currículo?

Numa seleção, os gestores querem saber o quanto o candidato se envolveu, as decisões que tomou e os projetos que executou em carreiras anteriores. Mas como colocar isso num currículo? Marcos Haniu, consultor da Authent, empresa de recrutamento executivo dá as dicas:

• Escreva sobre os projetos que implementou. Se não começou do zero, detalhe as atualizações e as manutenções que foram feitas, citando a tecnologia utilizada, como banco de dados e linguagem de programação;

• Quando mencionar os projetos, informe quem foram os parceiros envolvidos, qual foi o orçamento e em quanto tempo ocorreu a implementação,

• Cite o quanto a empresa ganhou financeiramente e quantas pessoas estavam sob sua liderança (se houver).

• Informações sobre as dificuldades encontradas e as respectivas soluções também são bem-vindas.

O que não fazer

Extermine sete grandes erros do seu currículo

1. Evite e-mails ou telefones que mudam com freqüência
Já pensou você perder uma vaga de emprego no Google porque o seu e-mail e o seu número de celular foram mudados? Saiba que isso já aconteceu, segundo Deli Matsuo, diretor de recursos humanos para a América Latina do Google.

2. Presença do número de documentos
RG e CPF não são informações que interessam à empresa antes da sua contratação, poupe o tempo da empresa de recrutamento e delete esses dados.

3. Falta de clareza ao descrever os objetivos
Seja direto ao descrever seus objetivos. Diga, por exemplo, que pretende uma vaga como gerente de projetos de TI ou como consultor de sistemas de gestão e aplicativos SAP

4. Pretensão salarial
Nunca inclua a sua pretensão salarial. Isso pode te atrapalhar numa possível negociação para a vaga

5. Cuidado com o tecniquês
Tenha sempre em mente que antes de chegar a uma pessoa mais técnica, seu currículo pode passar por um profissional de RH que não entende a língua dos bits e bytes. Não deixe de mencionar as linguagens e tecnologias que domina, mas, além disso, procure fazer um breve perfil, dizendo quanto tempo tem de carreira e que tipo de projetos participou.

6. Venda-se bem
Não economize nas informações que contam ponto para você. Se participou de algum projeto importante, além de citá-lo, diga o quanto a empresa ganhou com ele, conte quantas pessoas estavam sob seu comando

7. Informações falsas
Nunca minta. Se não sabe inglês, não adianta dizer que tem nível técnico ou intermediário em conversação. Lembre-se que você terá de provar os conhecimentos que diz ter.

Comments 9 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Este assunto já saiu em diversos outros sites especializados, como o Nexthop (Brasil) e inúmeros outros, fora. Considero de extrema relevância e pode ser de muito interesse para alguns de vocês! O IOS da Cisco tem uma série de comandos “escondidos”, que não foram documentados em lugar algum. Alguns destes comandos foram incluídos em determinadas versões do sistema para permitir aos desenvolvedores uma flaxibilidade maior nos testes “pré-release”, e acabaram ficando na versão final. Outros foram incluídos pontualmente, para atender à necessidades específicas, e também acabaram sendo incorporados.

Abaixo, uma lista bastante completa destes comandos, com alguns exemplos de utilização.

ATENÇÃO: Alguns destes comandos não têm função alguma (ao menos que se saiba) e alguns podem, inclusive, vir a travar o router caso sejam invocados incorretamente. Portanto, aconselho que não os testem em ambientes de produção.

Abs!!

Marco.

Fonte: http://www.nthelp.com/cisco_undoc.htm

Leia o resto deste Post »

Comments 7 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Pessoal,

Segue questão sobre PPP. Tentem responder sem consultar. ;-)

Abraços!

Fábio A. de Amorim

PPP

Um administrador de sistemas está solucionando problemas de conectividade entre dois roteadores em uma nova instalação. O administrador aplica o comando debug ppp authentication ao roteador WHSE. A figura mostra parte do resultado. Com base nesse resultado, qual a provável causa desse problema de conectividade?

a) Não há uma rota para o roteador remoto.
b) O circuito ISDN no roteador remoto falhou.
c) Os dados de nome de usuário e senha não foram configurados corretamente no roteador WHSE.
d) O roteador remoto tem um protocolo de autenticação diferente configurado.
e) Não é possível utilizar qualquer autenticação PPP em uma conexão ISDN.

Comments 37 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

A vida é engraçada! Nem bem escrevi o post passado e um colega meu, que acompanha de perto as investidas da Microsoft, me envia o link para um produto novo lançado pela empresa, chamado de “Response Point“… Não vou dizer nada… melhor que vocês vejam por si mesmos.

Só me resta dizer…: EU DISSE!!! :-D

Eu nunca fui fã da MS (na verdade, nunca fui fã de empresa alguma), e aposto que vocês devem estar se perguntando… “ué, mas este blog não é focado em Cisco? Por que o post de um produto da MS?!

A resposta é simples! Devemos estar atentos à tudo no que diz respeito à tecnologias. Seja Cisco, seja MS, seja Nortel, ou de qualquer outro fabricante. Se é interessante, por que não discutirmos sobre o assunto?

Vamos abrir nossas cabeças ;-) !

Link para o produto: http://www.microsoft.com/responsepoint/default.aspx

Demo do produto (clique abaixo)

rp.gif

Comments 10 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Pois é pessoal, acostumem-se à esta terminologia… UC - Unified Communications…! Já escrevi uma série de pequenos artigos sobre o tema antes, focados na tecnologia em si.

Abaixo os links, para ajudá-los a se localizar ;-) :

Eu também já havia mencionado que, neste segmento de mercado (se é que já podemos dizer isso), ainda não existe uma definição de qual empresa lidera em termos de vendas ou tecnologia.Tudo ainda é muito “fresco”, e a briga já está sendo boa. Muito ainda está por vir nos anos vindouros, e acredito que, em breve, presenciaremos mais um “technology leap”, ou seja, mais um salto na inovação tecnológica. Temos hoje os “big players”, como Cisco, Avaya, Nortel e Siemens.

A Cisco vem comendo pelas bordas, adquirindo empresas, idéias e tecnologias que possam mantê-la dentro deste sofisticado - e caro - jogo. A Cisco desponta como uma das líderem no que se refere à tecnologia de IP Telephony. Manter-se na liderança, entretanto, não vai ser fácil. Detentora de patentes como o protocolo proprietário SCCP (”Skinny”), a Cisco já suporta em seu Call Manager e telefones IP protocolos abertos como o SIP, por exemplo. Não adianta nadar contra a maré, neste jogo, quem tentar impor algo, perde. Em outra ocasião, eu já havia mencionado que a Microsoft está “pegando pesado” para abocanhar uma fatia significativa deste mercado. E está conseguindo… devagar e sempre. A estratégia da Microsoft é simples, porém terrivelmente eficaz. O foco é no software, e não nos appliances. E convenhamos… de software, a Microsoft entende ;-) .

unified_communications.jpgLançado oficialmente não há muito tempo, o Office Communications Server (OCS) chega para brigar com o Cisco Unified Call Manager. Só que a Microsoft tem um aliado que a Cisco não tem… e que pode ser a diferença entre ser ou não líder no mercado de UC: Parque Instalado. Simples! Mais de 90% dos habitantes do planeta já utilizam a plataforma Microsoft em suas casas, e em seus escritórios. Quantas empresas não utilizam o MS Exchange, por exemplo? E o Windows? Office? Pronto, a estrada da consagração da Microsoft neste mercado já está pavimentada… e vem coisa por aí, creiam-me

Mas… e a toda-poderosa Cisco? Vai ficar esperando??? Obviamente, não! Neste jogo, quem espera, perde. E sabemos que, com a Microsoft, quem espera não apenas perde, mas é esmagado (lembram-se do Netscape? E do ICQ???). A Cisco segue investindo nesta área, e despontou como uma das empresas mais inovadoras quando anunciou o produto Telepresence. Mas ela não parou aí. Em menos de 1 ano, o Telepresence evoluiu, e muito. Quem não se lembra da demonstração de poderio tecnológico da Cisco, apresentando seu presidente - John Chambers - conversando em um palco com um Indiano holográfico, ao vivo e a cores? A Cisco parece estar liderando esta ponta do jogo. Mas a questão é: Qual o tamanho desta ponta? Será que a estratégia é esta mesmo? Telepresença - mesmo nos moldes tradicionais - exige uma quantidade de banda enorme, o que a coloca fora da realidade de uma grande fatia do mercado. Por mais interessante que seja… é caro!

E a Microsoft? Esta lá… sem fazer muito alarde, entrando na casa de cada usuário de Windows, com sua proposta de UC. Simples, é verdade. Mas funciona e tem um custo que a maior parte das pessoas e empresas pode pagar.

Por que eu escrevi este artigo? Porque eu vejo que a Microsoft, em breve, vai dominar este mercado - TAMBÉM! O que me assustou hoje foi que, ao procurar no Google por “Unified Communications” percebi que o primeiro resultado apresentado era… o site da MS! E não era um link patrocinado… bom, isso não quer dizer nada,  não é mesmo… será?!?!?!? A segunda empresa que faz parte dos grandes players a aparecer na busca foi… a Nortel (que coinscidentemente é parceira da MS nesta área). A Cisco aparece apenas 5 links depois… será que o “Googlemetro” não quer mesmo nos dizer nada?

rsrsrsrs fica para nós refletirmos! E para deixarmos as antenas ligadas… porque vem coisa grande por aí. Ahhh vem!

Um abraço!

Marco Filippetti

Comments 10 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

CISCO LIVE MAGAZINE!

Prezados, a Cisco lançou dia 7 de agosto de 2008 - sua revista eletrônica! Agora podemos contar com algo tão importante e que estava faltando por parte desse grande fabricante de produtos de networking. Aos interessados, preencham o formulário conforme os links abaixo. Aproveitem!

Na primeira edição, você verá como foi o principal evento de TI & Telecom do primeiro semestre - Cisco Networkers 2008, incluindo:

  • Video com a participação de John Chambers no evento via holograma
  • Cases vencedores do prêmio IDC Innovation Awards
  • Video com o Making-Of do evento
  • Depoimentos, fotos, imagens e outros recursos multimídia em Web 2.0, com link para o Blog da Cisco no Brasil - Cisco Live, onde você poderá inetragir e participar das próximas edições da revista.

A Cisco está a nossa disposição se precisarmos tirar alguma dúvida perante o assunto via 0800-702-4726.

 

Abraço,

Italo Amaral

Comments 4 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Esta dica veio do Cássio Gomes, colab do blog! Muito legal!

Uma vídeo-aula em Português sobre o sistema operacional JunOS, da Juniper! Para acessar, clique na figura abaixo.

junos.jpg

Bons estudos!!!

Marco.

Comments 5 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Olá pessoal,

Como muitos devem ter acompanhado na midia eletrônica especializada há um sério problema nos servidores DNS, permitindo um atacante “tirar do ar” o serviço de DNS por meio do artifício chamado “envenenamento de cache (cache poisoning)”, que leva o servidor recursivo a armazenar informações forjadas. Tais informações podem ser usadas para comprometer a segurança de clientes que façam consultas a esse servidor.

Essa vulnerabilidade é considerada de alto risco pelos órgãos e CERT´s do mundo, sendo altamente recomendado mitigar esse problema pra quem tem BIND e o DNS da Microsoft, dentre outros servidores DNS.

Maiores informações podem ser encontradas no site do cert.br -> http://www.cert.br/docs/whitepapers/dns-recursivo-aberto/#1

Segue também um link  com o documento do Sr Dan Kaminski, uma das pessoas a alertar sobre essa vulnerabilidade e a disponibilizar o exploit. Essa apresentação foi a mesma utilizada por ele na conferência BLACKHAT, de segurança.

http://www.doxpara.com/DMK_BO2K8.ppt

Rodrigo

Comments 11 Comentários »

Leia também:

No Gravatar

Prezados, nosso objetivo neste post é conhecer um pouco sobre o assunto QoS (Qualidade de Serviço). Para facilitar nosso entendimento, contamos com uma pequena série de quatro posts. Este é  post I sobre QoS e daremos os primeiros passos valorizando a teória essencial para a compreensão dessa tecnologia. É provável que este  conteúdo possa ajudar aos  interessados nas carreiras do CCVP/CCIP ou mesmo CCNP.  Desta forma, vamos em frente…

CRONOGRAMA
Parte I
- Fundamentos do QoS
- Componentes do QoS
- Auto-QoS, CLI e MQC

Parte II
- Classificação e marcação
- Métodos de enfileiramento
- Métodos de evitar congestionamentos

Parte III
- Traffic Policing e Traffic Shaping
- Mecanismos de Fragmentação
- Melhores Práticas do QoS

Parte IV
- WLAN QoS
- Gerenciando o tráfego de QoS
- Estudo de Caso

1 - Fundamentos do QoS

1.1 -  Introdução ao QoS

- QoS é o acrônimo de Quality of Service, ou seja, Qualidade de Serviço. Trata-se de uma nomenclatura genérica para designar um conjunto de algoritmos capazes de fornecer vários níveis de tratamentos para diferentes tipos de tráfego na rede.  O propósito dessa tecnologia é otimizar o uso da banda passante provendo um tráfego fim-a-fim eficaz e econômico. O QoS resolve a necessidade da aquisição de mais banda para a rede, pois supre a demanda de tráfego das LANs/WANs de forma inteligente e organizacional através dos mais diversos mecanismos que ele dispõe.
- O QoS é muito importante para as redes convergentes, pois as tornam capazes de transportar de maneira bem próximo ao ideal os mais diversos tráfegos, como: vídeo, voz e dados, de modo simultâneo sem que um interfera no outro. Cada um desses tráfegos, merece um tratamento especial conforme suas características. Assim, é necessário que os cuidados especiais sejam obedecidos para que não ocorra possíveis problemas. Que cuidados são esses? Calma, veremos mais na frente.
- O QoS tornou-se indispensável em alguns casos, como por exemplo, ficaria impraticável o tráfego pela WAN de video e voz se não houvesse QoS, concordam? Salvo os casos em que há muita banda para WAN. Entretanto, sabemos que quanto maior for Banda do Circuito mais elevado é o custo desses links. Portanto, podemos citar que a economia de banda seja o benefício principal do QoS.

1.2 - Pontos chaves do QoS

- Os fatores que determinam à qualidade na transmissão são: latência, jitter, perda de pacotes e banda passante. A seguir iremos abordar esses pontos dos quais são tão importantes.
1.2.1 - Latência

- A latência ou delay, é o tempo gasto para iniciar outro procedimento de dados. O delay é subdividido em sensível ou não ao tráfego. O menor delay ocorre no sensível a tráfego. Existe inúmeros tipos de delays, como: serialização, propagação, encaminhamento, entre outros. Eita! Está começando a complicar! E o que diferencia entre eles? Apenas o modo em que ele inicia e que termina. Como exemplo, temos: Forwarding Delay (lantência baseada em encaminhamento) que se refere ao tempo para encaminhar o pacote até o seu destino.
- As taxas de delays variam na casa dos mili segundos. O Delay de maneira geral define os bits do pacote dentro da interface física até a saída. Para entendermos melhor o delay veremos a seguir o jitter.

1.2.2 - Jitter

- Conhecido como: “Variação de Delay”, ou seja é a variação do atraso entre os pacotes consecutivos.
- Quanto menor o Jitter maior sua prioridade, pois os pacotes vão estar nas filas cada vez mais juntos.
- O Jitter influencia bastante, pois reduzindo o delay, tornando uma variação menor possível, o prazo para entrega dos pacotes também reduz.
- O Jitter pode ser suavizado através das técnicas de compressão e das técnicas de delay. Isso será abordado apenas na parte III (aguardem, por favor).
- É importante lembrar que a tolerância de resposta é um fator de determinístico para cada aplicação. Assim, se você utiliza correio eletrônico por exemplo, não terá a mesma importância para a variação da latência do que uma chamada de telefonia IP. Pois em breve iremos perceber que o tráfego de voz é bem sensível a latência.

1.2.3 - Perda de pacote

- Nas técnicas de QoS, pouco se fortificou pela Perda de Pacotes, muitas vez é realmente inevitável a perda de pacote. Entrentanto, abaixo encontram-se os principais mecanismos de controle de perda de pacotes:
- Controle de Bits com Erros: Que varia de protocolo para protocolo, no TCP teríamos um controle de FCS (Frame Check Sequence) minucioso e que garante menores taxas de erros;
- Controle da falta de espaço em uma fila: É outra técnica importante que pode ajudar bastante durante o ajuste incorreto do pacote com jitter.
- A título de VoIP/ToIP, usamos a integridade com o CAC (Call Admission Control) que é a técnica mais adequada para evitar perdas de pacotes. Este assunto será tratado na parte III com mais detalhes.

1.2.4 - Bandwidth

- Refere-se ao número de bits por segundo que pode, inteligentemente, ser expedido para sucesso na entrega.
- Trata-se do “gargalo”, ou seja, a espessura da porta que pode trafegar os dados ou a voz ou o video. É importante usar técnicas de bandwidth para otimizar os processos de entrega dos pacotes. Essas normas usam de enfileiramentos extras para garantir um equilíbrio no percentual de transporte dos dados.
- A titulo de WAN, sabemos que o HDLC e PPP possuem o valor da banda é o próprio valor dela de forma dedicada. Já para circuitos Frame-Relay, temos bandwidth sendo chamada de EIR (Excess Information Rate), ou seja, a taxa máxima que um tráfego pode percorrer. Ainda para Frame-Relay, temos a taxa CIR (Commited Information Rate) que é a banda mínima garantida de envio ao destino. É justamente no CIR que ocorrerá atuação do QoS para os circuitos frame-relay. Em relação aos circuitos MPLS, trata-se como os casos PPP/HDLC de forma transparente para os roteadores do lado cliente.

2. Componentes do QoS

2.1 - Modelos de QoS

- IntServ - Serviços Integrados, usa um conceito baseado em fluxo unido com uma sinalização do protocolo ao longo do caminho que o pacote percorrer. Subdividido em: Serviços Garantidos para fornecer o fim-a-fim e Carga Controlada para carregar e descarregar tráfegos na rede. Vantagens: conceito simples, como exemplo de uso desse serviço temos o CAC (Controle de Admissão de Chamadas) e descreve para o fluxo de QoS , marcando arquitetura chamada. Desvantagens: todos os pontos são implementados pelo RSVP (Protocolo de Reserva de Recursos), é pouco escalável, apresenta periódica atualização de mensagens que são usadas durante o transporte fim-a-fim e todos os elementos da rede obrigam principalmente o estado do câmbio sinalizar as mensagens.
- DiffServ - Serviços Diferenciados, usa a marcação para classificar e tratar cada pacote independentemente. Vantagens: escalável, performance devido à decisão de QoS ser realizado no valor fixo, flexível, como todos os fabricantes usam IPv4 ou IPv6 o DiffServ torna-se inter-operante  e apresenta baixo consumo de CPU para os equipamentos. Desvantagens: sem fim-a-fim de reservação de banda, garantia de serviços pode ser prejudica pela rede, não é capaz de implementar o mecanismo com atuação do RSVP.
- BestEffort - Serviço de Melhor Esforço. Na realidade, não é definido como um tipo de QoS, pois ele trata todos os pacotes como de igual importância. Portanto, nele o pacote que chegar primeiro é o que sairá primeiro. Um exemplo clássico é o tráfego pela Internet, pois não há como propogar diferenciação de pacote por esse meio, salvo no caso de QoS Pré-classificado e tunelado (iremos abordar esse assunto na parte IV).
- MPLS - Multi-layer Protocol Label Switching , normalmente, é implementado somente pelos switches modulares de camada 3 ou roteadores de alto porte. Ele é o protocolo que engloba todas funcionalidades de QoS, incluindo InterServ+DiffServ e integrando de forma inteligência um pré-roteamento, feito pelo LabelSwitching. Recomenda-se que toda comutação seja feita pelos switches chassis de camada 3, pois apresentam um maior vazão de velocidade. O MPLS é bem inteligente e é capaz de utilizar tanto fluxo por camada 2 ou 3, de modo a garantir menor latência possível.  Então, de forma abstrata, ele trata o fim-a-fim das transmissões de maneira bem otimizada. Reforçando: para os roteadores do lado cliente não há necessidade de implantação de MPLS, pois ele atua de forma transparente.

2.2 - Os comportamentos dos Serviços Diferenciados

- Como foi citado, o DiffServ é bem flexível, mas para enterdemos esse modelo mais a fundo, precisamos saber que tudo começa no byte ToS (Type of Service) que fica dentro do cabeçalho do IPv4.
- Como o ToS é um byte, ele é obviamente composto de 8 bits, sendo que apenas 6 bits são utilizados propriamente para formação do DS Field (Campo dos Serviços Diferenciados) e os outros dois bits são tidos como reservados.
- O DS Field é quem define o tal do DSCP que significa DiffServ Code Point. Como ele é composto de 6 bits, temos em decimal então uma permutação de 2 elevado à 6 que é 64 valores possíveis, variando portanto de 0 à 63. Essa faixa de valores é que define literalmente a marcação dos pacotes. De antemão todo pacote BestEffort (BE) ou Melhor Esforço é tratado como DSCP 0 ou em binário 000000.
- O DSCP dispõe de algumas convenções são elas: precendência de IP, classe seletora e marcação convencial em hexadecimal como AFxy e EF por exemplo. O AF significa Assured Forward e o EF significa Expedited Forward. Há uma padronização para a marcação em hexadecimal, portanto ela ou seus valores equivalentes em decimal por exemplo são os mais utilizados quando precisamos marcar os pacotes… Mas é importante citar que o pensamento AFxy não foi atoa, onde o valor X e o Y tem sua importância deterministica, é como pensar em uma matriz 4×3, tratando de forma grosseira. O valor X representa o grau de importância da matriz, onde o 4 está na frente do 3,2,1 e o Y representa o grau de preferência a descarte, sendo o valor 1 de menor preferência, 2 de média e o 3 de alta preferência para descarte.  Eita! Ainda não estou entendo essa tal da marcação! Calma iremos abordar esse assunto com maior detalhe no post II. Mas confiram a imagem da convenção DSCP em decimal:

blog_dscp.png

Não é nosso objetivo tratarmos sobre o IPv6, mas vale frisar que ele já é adepto ao QoS por padrão.

2.3 - Ações básicas de acionar o QoS

- Existem duas ações para disparar um conjunto de de QoS, são elas: match-all (padrão) e o match-any. Afinal qual a diferença entre esses? A diferença está justamente na “porta lógica” usada por eles. O match-all utiliza a porta AND, ou seja, só haverá um “match” uma vez que todas as regras sejam dependentes daquele grupo sejam ativas. Já o match-any utiliza a porta lógica OR, ou seja, se pelo menos uma das regras que pertence ao grupo for ativa haverá um “match”. É muito comum o uso dessas ações de forma atrelado as listas de acesso, se você não compreende este assunto, recomendo a leitura da série de ACL feita pela Márcia. Bem, então vamos conferir o exemplo abaixo:

class-map match-any CLASSE_DADOS_ALTAmatch access-group name ACL_Oracle

match access-group name ACL_Italogerencia

match access-group name ACL_SQL

match access-group name ACL_Replicacao

match access-group name ACL_NETBIOS

!

class-map CLASSE_VOZ    !l

match access-group name ACL_SIP

match access-group name ACL_RTP

- Assim, o nosso primeiro caso da CLASSE_DADOS_ALTA uma vez havendo um hit em qualquer uma das ACL’s haverá um “match” do DiffServ (porta lógica OR). Já no segundo caso só haverá um “match” se ambas ACL’s SIP e RTP fizerem um hit (porta lógica AND).

3 - Auto-QoS, CLI e MQC

Antes de essas técnicas de implantação de QoS, precisamos conhecer um pouco como se baseia uma política de QoS.

3.1 - Política de QoS

- A Política de QoS define regras que organizam o tráfego conforme a necessidade do uso  da banda passante, podendo vigorar em níveis de prioridade, reserva de banda e pré-roteamento. Ela é fundamental para um rendimento eficaz e produtivo do controle de entrada e saída do tráfego. Através dela, amplia-se a visão relacional, facilita e otimiza todo controle de banda.  Nos casos de média ou alta complexidade é interessante elaborar documentos definindo todo o escopo  da Política de QoS, inclusive a topologia de rede.

Confiram a imagem:

blog_politica_qos.png

- Para a realização da implantação da Política de QoS destacamos três passos dentro do escopo de planejamento, são eles:

1º passo: identificar tráfego e seus requirementos: consiste no princípio de separar a banda necessária para cada aplicação dentro da rede de forma otimizada.

- Problemas: “Raramente os responsáveis pela rede conhecem todo o tráfego que passa pela rede”; “Os encarregados pela rede possuem grande idéia das aplicações, mas desconhecem todos os protocolos que elas usam”.
- Soluções: analisar através de protocolos de gerenciamento o que se tráfega pela rede, usar ferramentas de reconhecimento de aplicação, ou qualquer outro mecanismo que possa identificar o volume do tráfego e os protocolos.  Além disso, devemos determinar a importância do tráfego descoberto e percebemos se é realmente importante deixá-lo na rede.

2º passo: dividir o tráfego em classe: consiste em designar o tráfego para sua determinar classe, relacionando-a com precisão a fim de atender a aplicação.

3º passo: definir as Políticas de QoS para cada classe: essencialmente, a Política de QoS é baseada no trabalho realizado nos dois primeiros passos. A Política define a ação dos pacotes dentro da classe de serviço. Essas ações causam alguma mudança em algum dos quatro fatores que influência a transmissão. É neste passo, que designamos as ferramentas de QoS. Por exemplo, podemos escolher a ferramenta de enfileiramento para garantir uma quantidade de banda para a classe de serviço. Podemos destacar outro exemplo como sendo o mecanismo de evitar congestionamento dentro das filas.

 3.2 - Auto-QoS

- O Auto-QoS é uma das formas mais simples de implementação de QoS nos equipamentos de rede, com apenas poucos comandos ou poucos ajustes consegue-se aplicá-lo. Denominou-se de Auto-QoS, pois toda estrutura da Política de QoS é montada automaticamente seguindo padrão para atender a necessidade de estruturas de VoIP de pequeno à médio porte.  Nos roteadores ele classifica os pacotes dentro de três classes, são elas: voz, sinalização de voz e todo o restante do tráfego.
- O Auto-QoS não requer grandes conhecimentos em QoS para aplicá-lo na rede. Além desta vantagem, ele pode ser ajustado conforme a necessidade de configuração.
- Nos switches o princípio também é elementar. Ocorre um mapeamento básico para esses dispositivos na estrutura de mapeamento de CoS para DSCP, e vice-versa, tornando-se capaz a interação e o reconhecimentos dos pacotes vindos dos roteadores. Ah e CoS significa Class of Service.
- O Auto-QoS é muito simples também para desabilitá-lo. Entretanto, se alguém fizer algum ajuste nas configurações, deverá desfazê-lo manualmente. A maioria dos fabricantes, define a sua Política de QoS baseando-se nas melhores práticas e a Cisco(r) participa dessa idéia.

3.3 - CLI

- O modelo de configuração via CLI (Command Line Interface) à configuração é realizada via comandos de forma personalizada. Assim, requisita-se maior entendimento para realização de execução, operação e manutenção.

3.3 - MQC

- O modelo MQC (Modular QoS Configuration) segue um padrão específico para configurações via CLI. Ele é o mais usado nos equipamentos Cisco, por ser padronizado e apresentar apenas três etapas simples, são elas:

3.3.1. Criar a política para cada classe de serviço.

3.3.2. Aplicar o QoS nos níveis desejados, marcando pacotes e provendo recursos.

3.3.3. Apontar dentro da interface a política como saída ou entrada.

- O que é válido informar é que o princípio do MQC é o mesmo para circuitos Frame-relay e PPP/HDLC, entretanto suas sintaxes são bem diferentes!!! Mas para finalizar, vamos conferir como seria uma simples configuração de MQC para um circuito PPP, vejam a imagem:

blog_mqc.png

Em breve daremos continuidade a série.

Deus abençoe vocês!

Italo Amaral

Comments 16 Comentários »

Leia também: