Multi Protocol Label Switching (MPLS) – Parte 2

MPLS-TE (Traffic Engineering)

Introdução

Acho que a maioria aqui já ouviu o termo “MPLS-TE”, em algum momento de suas vidas. Imagino que muitos, até hoje, não sabem o significado deste termo. “TE” é o acrônimo usado para “Traffic Engineering”, ou “Engenharia de Tráfego”, traduzindo-se para o Português. Alguns termos utilizados neste post encontram-se explicados na parte I.

Colocando de uma forma bastante simples, TE nada mais é que a manipulação de tráfego para que este se adeque aos recursos de rede disponibilizados. Muitos dos benefícios mencionados anteriormente, na primeira parte deste tutorial, devem-se à possibilidade de se aplicar engenharia de tráfego em redes MPLS. Este recurso (TE), entretanto, não existe apenas em redes MPLS. Redes ATM (e outras, legadas) já permitiam este tipo de manipulação. O modo como MPLS implementa este tipo de controle, entretanto, é muito mais simples e eficiente.

Objetivos da Engenharia de Tráfego

Os objetivos-chave do TE são:

  • Minimizar o congestionamento na rede;
  • Aumentar a confiabilidade da operação da rede;
  • Permitir e policiar a aplicação de Qualidade de Serviço (QoS) – A função de TE, neste caso, é garantir que recursos necessários à determinadas classes de serviço encontrem-se disponíveis, sempre que necessários.

Componentes de Engenharia de Tráfego

A aplicação de TE em redes MPLS envolve, basicamente, quatro componentes funcionais;

  1. Information Distribution – TE requer um conhecimento detalhado da topologia da rede, assim como conhecimento dinãmico sobre a capacidade da rede. Isso pode ser implementado por meio de protocolos IGP com extensões específicas, de forma que atributos específicos de links (como largura de banda máxima, utilização de banda e banda reservada) sejam incluídos nos anúncios “link state” destes protocolos. Em uma rede MPLS, cada LSR (Label Switch Router) mantém uma base de dados chamada TED (TE Database), utilizada para calcular caminhos específicos pela rede MPLS.
  2. Path Selection Component – Baseado na topologia de rede e nos atributos de link presentes na TED, cada LSR calcula caminhos específicos para seus LSPs (Label Switching Paths). Estes caminhos podem ser “strict” ou “loose”. Uma rota “Strict” é aquela em que o LSR de ingresso especifica todos os LSRs para o LSP. A rota “loose”, por sua vez, tem apenas alguns LSR definidos no LSR de ingresso.
  3. Componente de Sinalização e definição da rota – A rota calculada pelo componente anterior não é dita “funcional” até que um LSP seja, de fato, estabelecido pelo componente de sinalização. Isso porque o componente de “Path Selection” utiliza as informações presentes na TED, que podem estar desatualizadas. O componente de sinalização, portanto, é responsável pela checagem de todas as informações necessárias durante o processo de definição de rota.
  4. Componente de encaminhamento de pacotes – Uma vez que o caminho seja estabelecido, o processo de encaminhamento é iniciado no LSR, baseado no conceito de comutação de labels (já discutido na parte 1 deste tutorial).

Os principais protocolos de sinalização utilizados em conjunto com o MPLS são o “Resource Reservation Protocol with Traffic engineering Extensions” (RSVP-TE) e o Constraint-based Router Label Distribution Protocol (CR-LDP).

fonte: http://www.mplstutorial.com

Falarei mais sobre RSVP na próxima parte deste post! Até lá!

Uma boa semana para todos, e os aguardo nesta 5a, no Shopping Villa lobos!

Marco Filippetti



Comente usando o Facebook!

Deixe uma resposta